França e Alemanha garantem continuação de projeto para novo carro de combate
Os ministros da Defesa da França e da Alemanha garantiram hoje que o projeto conjunto de novos sistemas de combate blindado , o MGCS, está a avançar, contrariando declarações do chefe do Estado-Maior da Defesa francês.
“Quero dizer, juntamente com o meu colega, o ministro Boris Pistorius, que o projeto MGCS está a avançar”, afirmou a ministra da Defesa francesa, Catherine Vautrin.
“O projeto não está terminado, não foi abandonado, ninguém o interrompeu, muito pelo contrário .
É um projeto fundamental da cooperação franco-alemã”, acrescentou.
Os dois responsáveis pela Defesa dos seus países falaram numa conferência de imprensa conjunta em Le Haillan, no sudoeste de França, onde visitaram uma empresa aeroespacial franco-alemã no âmbito da visita de Estado a França do Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier.
Alemanha entregou blindados Leopard a Kiev Ler Mais Reconhecendo os atrasos do projeto, os ministros indicaram que a indústria irá fornecer “uma solução provisória” para permitir a substituição dos atuais tanques Leopard 2 (Alemanha) e Leclerc (França) antes da chegada do MGCS (Main Ground Combat System ou Sistema Principal de Combate Terrestre), agora prevista para o final da década de 2040.
As declarações foram feitas um dia depois de o chefe do Estado-Maior da Defesa francês, Fabien Mandon, ter afirmado que a Alemanha tinha decidido retirar-se do projeto.
“Infelizmente, os alemães decidiram abandonar o projeto”, avançou Mandon numa comissão parlamentar realizada na quinta-feira.
O projeto, anunciado conjuntamente, em 2017, pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pela então chanceler alemã Angela Merkel, teve início em 2018, mas tem enfrentado vários atrasos, problemas industriais e divergências entre os dois países.
O MGCS está a ser financiado em partes iguais por ambos os países, mas a gestão industrial é da responsabilidade da Alemanha.
Ysium que faz peças para tanque Leopard investe 1,5 milhões Ler Mais A divisão de tarefas entre empresas dos dois países tem gerado vários focos de tensão, bem como divergências em relação ao projeto do tanque.
Há quatro meses, foi anunciado o abandono de um outro projeto conjunto: o futuro caça da Força Aérea espanhola, no qual a Espanha também participava, destinado a substituir os caças Rafale e Eurofighter a partir de 2040.
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