Custo de construir casa nova dispara para 7,5% à boleia da subida dos preços dos materiais e da mão-de-obra
Os custos de construção de habitação nova aceleraram em agosto, aumentando 7,5% face ao mesmo mês do ano passado , mais um ponto percentual do que em julho, quando a variação homóloga tinha sido de 6,5%.
A subida foi impulsionada tanto pelos materiais como pela mão-de-obra , de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Aumento do custo de construir casa nova abranda para 6,8% Ler Mais O custo da mão-de-obra aumentou 8% em termos homólogos, acelerando face aos 6,8% registados em julho.
Já os preços dos materiais de construção subiram 7,1% , acima dos 6,3% observados no mês anterior.
As duas componentes tiveram um contributo semelhante para a subida global dos custos: os materiais contribuíram com 3,8 pontos percentuais e a mão-de-obra com 3,7 pontos percentuais.
Entre os materiais que mais pressionaram os custos de construção destacam-se o gasóleo e o fio de cobre nu e revestido, cujos preços aumentaram cerca de 30% face a agosto de 2025 .
Os tubos de PVC registaram uma subida de aproximadamente 20%, enquanto os azulejos e mosaicos, os sistemas compósitos de isolamento térmico pelo exterior e as tubagens de aço e ferro fundido, bem como os aparelhos para canalizações, ficaram cerca de 15% mais caros.
O INE assinala que “não se verificou qualquer redução homóloga nos preços dos materiais” considerados no cálculo do índice.
Também na comparação com o mês anterior, os custos de construção voltaram a subir .
Em agosto, o índice registou uma variação mensal de 0,5%, depois de ter recuado 0,2% em julho .
O custo dos materiais aumentou 0,4%, enquanto o da mão-de-obra avançou 0,6%.
Esta última componente contribuiu com 0,3 pontos percentuais para a variação mensal, ao passo que os materiais acrescentaram 0,2 pontos percentuais.
Também na comparação com o mês anterior, os custos de construção voltaram a subir .
Em agosto, o índice registou uma variação mensal de 0,5%, depois de ter recuado 0,2% em julho.
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