Sismo pode cortar crescimento do PIB da Colômbia em 0,27 pontos percentuais
O sismo que atingiu a Colômbia em 10 de agosto pode reduzir o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 0,27 pontos percentuais, referiu um estudo.
O sismo, de magnitude 7,4 na escala de Richter, deixou pelo menos 329 mortos, 234 desaparecidos, mais de 150 mil habitações danificadas e quase 600 edifícios desabados.
"De acordo com as nossas estimativas, o sismo reduziria o crescimento do PIB em 0,27 pontos percentuais em 2026, enquanto a normalização da atividade económica e a reconstrução contribuiriam com 0,20 pontos em 2027 e 0,08 pontos em 2028", afirmou o diretor da empresa de análise económica Lumen Economic Intelligence, Luis Fernando Mejía.
O estudo, divulgado na terça-feira, tem em conta a estimativa do Governo de que a reconstrução, coordenada pelo chamado Fundo Milagre, irá custar 30 biliões de pesos (cerca de 8,4 mil milhões de euros).
O impacto económico será mais acentuada nos cinco departamentos mais afetados pelo sismo.
Segundo o estudo, como consequência do sismo, o crescimento em Risaralda poderá ser reduzido este ano em 2,5 pontos percentuais, seguido de Chocó (menos 2,34), onde se localizou o epicentro.
"Estes números medem o quão menor seria o crescimento de cada departamento em comparação com um cenário sem o sismo. Juntos, os cinco departamentos representam 14,5% do PIB nacional" da Colômbia, afirmou a empresa, em comunicado.
O estudo sublinha o impacto do sismo sobretudo na perda de produção devido à destruição de edifícios públicos, na interrupção temporária da atividade devido a danos em infraestruturas, restrições de mobilidade e deslocações, e nos custos de reconstrução.
As famílias cujas casas tenham danos menores irão receber materiais para a reparação, enquanto aquelas cujas casas não possam ser recuperadas irão receber uma nova.
A partir de hoje, as famílias cujo lar tenha ficado destruído ou inabitável começarão a receber uma ajuda de 875.452 pesos (cerca de 245 euros) mensais durante três meses, totalizando 2,6 milhões (cerca de 726 euros) por lar.
"Não vamos simplesmente substituir o que se perdeu. Vamos reconstruir melhor o que havia, com mais segurança, infraestruturas mais resistentes e mais oportunidades de trabalho", afirmou De la Espriella.
De la Espriella aproveitou para anunciar que as famílias afetadas pelo terramoto começarão hoje a receber a ajuda económica anunciada pelo Governo colombiano, com um montante avaliado em 875.452 pesos (244 euros) por família durante três meses.
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