Contribuição sobre a banca em análise. Só avança se solução for “robusta”
Depois de ter sido entregue no Parlamento, o documento está a ser apresentado em conferência de imprensa pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, no Ministério das Finanças, acompanhe aqui.
O ministro das Finanças refere 2026 como tendo sido um “ano difícil”, contudo afirma que a economia portuguesa tem crescido acima da média da União Europeia há quatro anos.
Segundo o ministro, os rendimentos líquidos das famílias aumentaram 15% entre 2024 e 2026, o equivalente a cerca de mais dois salários em 2026.
Considera que este é um aumento de rendimento muito significativo desde a entrada de Portugal na zona euro.
Destaca ainda a baixa taxa de desemprego, o forte crescimento do emprego, os excedentes orçamentais dos últimos anos e o aumento do investimento público, que atingiu níveis que não se registavam há mais de 15 anos.
Miranda Sarmento afirma que a dívida pública portuguesa está a evoluir melhor do que o previsto no acordo com a Comissão Europeia.
A dívida poderá ficar abaixo dos 85% do PIB no próximo ano e poderá chegar aos 75% até ao final da década.
Segundo o ministro, Portugal está quatro pontos percentuais à frente da trajetória acordada com Bruxelas, o que aumenta a confiança dos mercados.
Esta evolução também contribuiu para cinco subidas do rating de Portugal desde 2024.
A redução da dívida permite ao Estado financiar-se em melhores condições.
O ministro considera ainda que o aumento recente dos spreads está relacionado com as condições dos mercados internacionais e não especificamente com Portugal.
Por outro lado, alerta que as contas públicas devem ser analisadas sem o efeito temporário do PRR, porque este programa aumenta temporariamente as receitas e despesas.
Por fim, garante que o investimento público vai continuar a aumentar em 2027, mesmo depois do fim do PRR, através da aceleração do Portugal 2030 e de verbas do Orçamento do Estado.
O Governo prevê que a economia cresça 2,3% em 2026, depois de uma recuperação “muito forte” nos últimos trimestres.
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