Malária atinge menor taxa em 47 anos, mas sarampo preocupa governo
A malária registrou em 2025 a menor taxa de casos no Brasil em quase cinco décadas, segundo dados apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (17/8), durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.
Ao mesmo tempo, o ministro reforçou o alerta para o risco de entrada do sarampo no país diante do aumento de casos na América do Norte e confirmou cerca de 20 registros importados da doença em municípios da Grande São Paulo.
Durante sua fala, Padilha afirmou que os números da malária representam a menor taxa de casos dos últimos 47 anos.
Em 2025, o país também registrou redução de mais de 50% nas mortes provocadas pela doença e teve apenas 39 internações, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
A redução, segundo Padilha, é resultado da ampliação das estratégias de diagnóstico e tratamento.
O ministério aumentou a distribuição de testes rápidos e incorporou ao sistema público a tafenoquina, medicamento utilizado no tratamento da malária.
O Brasil, de acordo com o ministro, foi o primeiro país do mundo a incorporar a medicação à saúde pública.
A meta do governo, segundo o ministro, é zerar as mortes por malária até 2030 e eliminar a transmissão da doença no país até 2035.
Leia também: Composto sintético pode tratar e bloquear transmissão da malária Redução no território Yanomami Um dos principais destaques apresentados pelo ministro foi a situação no território Yanomami.
Segundo Padilha, os primeiros meses de 2026 mantiveram a tendência de queda, com redução superior a 50% nos casos de malária na região e diminuição de mais de 70% das mortes causadas pela doença.
"Conseguimos, felizmente, interromper um verdadeiro genocídio que acontecia no povo Yanomami", afirmou o ministro.
Ele associou os resultados à combinação de ações contra a malária, à recuperação nutricional da população e ao reforço da assistência em saúde.
A redução dos casos no território também foi relacionada à implementação da tafenoquina.
A região foi a primeira a receber a estratégia, que, segundo Padilha, já está associada a uma redução superior a 55% dos casos de malária falciparum, considerada uma das formas mais graves da doença.
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