Para preso trabalhar, tem que ter mais policiais penais para vigilância
Pra ampliar as oportunidades de trabalho para pessoas privadas de liberdade, é necessário aumentar o número de policiais penais, explica o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Rodrigo Rossi Maiorchini.
A declaração foi dada nesta quinta-feira (27), durante cerimônia no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que marcou o lançamento do projeto “Emprega Lab”, voltado à inovação social e à criação de parcerias para o público carcerário.
Atualmente, 35% da população carcerária de Mato Grosso do Sul exerce alguma atividade laboral, sendo que 22% têm atividades remuneradas.
Segundo Rodrigo, a Agepen conta com 220 empresas credenciadas que ofertam vagas de emprego para esse público.
“Isso é um fortalecimento, por quê? Porque a sociedade, o reflexo dela e a progressão do privado de liberdade chegar à altura para poder exercer sua função social, a dignidade dele.
Então, a gente pensa que essa capacitação, essa dignidade, vai trazer frutos aqui dentro para nós, na sociedade”, pontua.
Ele detalha que as oportunidades abrangem diferentes áreas, mas destaca que, para ampliar o número de vagas, é preciso avançar em diversos pontos.
“Envolve, por exemplo, possibilidades físicas também.
E hoje, nós estamos com o efetivo um pouco baixo, a gente também precisa ter segurança.
Por quê? O trabalho prisional só é feito porque tem um policial penal, que faz acontecer dando segurança para as oficinas e dando segurança para a unidade e para a sociedade.
Precisamos de várias coisas.
Espaço físico, empresários, mais policiais, várias coisas”.
Apesar de já existir uma política de emprego e capacitação para pessoas privadas de liberdade, a juíza do Trabalho Daniela Peruca explica que a assinatura do termo tem como objetivo expandir essas oportunidades.
“O Emprega Lab já teve início , aqui é realizado uma formalização.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.