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CEO da AtlasIntel: Volatilidade entre turnos dificultou pesquisa eleitoral

CNN Brasil ·
CEO da AtlasIntel: Volatilidade entre turnos dificultou pesquisa eleitoral

A volatilidade entre o primeiro e o segundo turno das eleições foi o principal fator que impediu os institutos de pesquisa de registrarem com precisão as intenções de voto dos eleitores.

A avaliação é de Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, em entrevista ao programa WW , da CNN Brasil .

Roman recorreu a uma analogia para explicar as limitações das pesquisas eleitorais.

“A gente poderia fazer uma analogia, talvez, entre as pesquisas e um raio-x.

Às vezes, existe uma doença um pouco mais complicada e difícil de detectar” , afirmou.

Para ele, o ciclo eleitoral em questão foi marcado por duas ondas de mobilização que se moveram em direções opostas, tornando o cenário especialmente desafiador para os institutos.

Leia Mais: Lula supera Flávio no Norte por 1.079 votos e PT volta a vencer na região Lula altera aliados nos palanques do 1º e 2º turno Veja a votação nas cidades que Lula e Flávio fizeram campanha no 2º turno Pêndulo entre os turnos surpreendeu os institutos Segundo Roman, a desmobilização da base de esquerda no primeiro turno não foi antecipada corretamente pelas pesquisas, o que gerou incerteza sobre o tamanho real do comparecimento no segundo turno.

“Se o padrão do segundo turno da eleição fosse coerente com o padrão do primeiro turno, talvez nossa dificuldade teria sido muito menor, mas o que aconteceu no segundo turno foi basicamente uma completa reversão do primeiro” , explicou.

Essa inversão, impulsionada por grandes movimentos de mobilização nas ruas e nas redes sociais, pegou os institutos de surpresa.

Roman também destacou que a pesquisa eleitoral vai além de um simples levantamento de opinião.

“A pesquisa eleitoral não é apenas uma pesquisa de opinião de um conjunto estático de pessoas” , disse.

Ele apontou que o fenômeno do comparecimento envolve aspectos de psicologia social, nos quais eleitores podem declarar a intenção de votar e não comparecer às urnas — ou o contrário.

“Muitas vezes as pessoas declaram que vão votar e não vão, e às vezes o oposto também pode acontecer” , acrescentou.

Erros não foram tão significativos, avalia Roman Apesar das imprecisões, Roman defendeu que os erros das pesquisas não foram tão expressivos quanto pareceram à primeira vista.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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