Fim da era do pré-sal? Petrobras mira costa do AP para renovar estoque de petróleo após 2034
Petróleo no Amapá: entenda as próximas etapas após a descoberta de hidrocarbonetos A confirmação da presença de petróleo no poço Morpho, localizado em águas ultraprofundas a 175 quilômetros da costa de Oiapoque (AP), colocou a Margem Equatorial no centro do planejamento estratégico da Petrobras.
A aceleração das pesquisas exploratórias no bloco FZA-M-59 responde a um alerta técnico: a estimativa de que o pré-sal atingirá o seu pico de produção entre 2034 e 2035, entrando em declínio natural a partir de então. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Como o ciclo de desenvolvimento da atividade offshore exige de 7 a 10 anos entre a primeira descoberta comercial e o bombeamento do insumo, a estatal argumenta que a busca por novas jazidas precisa ocorrer de forma imediata.
O objetivo é evitar que o Brasil volte a depender da importação de petróleo bruto nas próximas décadas.
"É uma descoberta extremamente relevante para nós porque ela mostra a continuidade da posição do Brasil e da Petrobras como produtor relevante de petróleo.
A partir de 2034, 2035, nós precisamos repor reservas para que a gente não perca a posição de um dos dez maiores produtores de petróleo do planeta", afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Magda Chambriard durante vista ao navio-sonda, na costa do Amapá Reprodução Fim da era do pré-sal? Petrobras mira costa do AP para renovar estoque de petróleo após 2034 Petrobras/Divulgação via BBC Apesar da confirmação da presença de petróleo na costa do Amapá, a Petrobras ressalta que ainda não há garantia de viabilidade comercial.
Nesta etapa inicial, a descoberta indica a presença do óleo na jazida, mas a estatal ainda precisará realizar novos testes para a extração em alto-mar.
Luta contra o tempo e o pré-sal Atualmente, o pré-sal responde por cerca de 80% do petróleo produzido no Brasil, garantindo a autossuficiência do país e liderando a pauta de exportações nacionais.
A exploração da Margem Equatorial é vista pelo setor de energia como a principal alternativa para manter esse volume.
Sem novas reservas viáveis antes da queda do pré-sal, a Petrobras prevê perda de soberania energética e forte impacto nas contas públicas.
O governo federal e defensores do projeto afirmam que a atividade é essencial para garantir receitas de longo prazo.
A arrecadação de royalties e impostos direcionados ao Fundo Social financia programas sociais, de habitação e de infraestrutura.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.