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Política

‘Tristeza e consternação’: o desabafo de Cármen Lúcia no julgamento sobre investigação de Moraes no STF

JOTA ·
‘Tristeza e consternação’: o desabafo de Cármen Lúcia no julgamento sobre investigação de Moraes no STF

A ministra Cármen Lúcia, última a falar no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) da abertura ou não de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes , fez uma fala solene de desabafo sobre a crise na Corte.

Ela disse que sente “profunda tristeza e consternação” com a situação, instaurada pela disputa entre os ministros Moraes e André Mendonça.

Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas A crise começou há duas semanas com a retirada do sigilo de um relatório da PF, feito a pedido de Mendonça , sobre o envolvimento de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Mas o ápice foi nesta terça-feira (15/9), durante o julgamento, com trocas de acusações, insultos, interrupções e disputas acaloradas entre os ministros.

Depois do pedido de vista do ministro Flávio Dino, Cármen Lúcia, que ainda não havia manifestado qualquer posicionamento sobre o caso, ficou em silêncio durante o julgamento todo.

Última a falar, não adiantou seu voto quanto ao mérito (se Moraes deve ser investigado ou não), como é seu costume, mas adiantou o voto sobre a questão de ordem quanto ao adiamento pedido por Gilmar Mendes.

O ministro defendeu que a possibilidade de investigação contra Moraes seja julgada em conjunto com o possível envolvimento de outros ministros com Vorcaro.

Cármen Lúcia concordou com Fachin que o objeto da discussão deve ser a análise do caso de Moraes, separadamente dos outros ministros.

Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por JOTA (@jotaflash) No entanto, antes de adiantar a posição, ela fez um pronunciamento marcante.

Sem ter qualquer relação ou indício de relação com Vorcaro e o escândalo do Master — diferentemente de outros cinco ministros — ela atraiu a responsabilidade para si e pediu desculpas ao povo brasileiro por não ter conseguido ajudar a diminuir a crise instaurada pelos colegas.

“Este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição, provocou um mal-estar cívico em toda a população brasileira.

Eu me sinto até envergonhada de, em um momento em que o país está a 20 dias das eleições, estarem todos voltados a questões do Supremo”, disse ela.

“Estou pedindo desculpas ao presidente, aos colegas, mas ao povo brasileiro, porque queria ter sido melhor em poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui.” A ministra também mostrou profunda deferência ao presidente Edson Fachin e destacou a importância da posição do colega, em uma crítica discreta à atitude dos outros ministros que bateram boca na sessão e, principalmente, ao ministro Flávio Dino, que acusou Fachin de não dar conta de controlar o plenário antes de pedir vista.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.

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