Deputados eleitos chegam à Câmara com propostas para regular trabalho por aplicativos
Ao menos dez deputados federais que tiveram votações expressivas para um primeiro mandato na Câmara dos Deputados chegarão a Brasília com ideias formadas sobre os trabalhos prestados por meio de aplicativos.
Assim como o restante da pauta digital, a proteção aos direitos trabalhistas de entregadores e motoristas teve papel nulo durante a eleição.
Mas este será um assunto que deve voltar a ganhar tração em 2027, devido à importância que a questão previdenciária tende a adquirir no debate público.
Conheça o JOTA PRO Tecnologia, solução corporativa que acompanha todas as movimentações regulatórias e legislativas que impactam o setor A regulação tem maior papel entre os neófitos da esquerda.
Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, foi a segunda deputada mais votada de Minas Gerais, com mais 500 mil votos.
Foi uma das poucas candidatas que gravou mídias durante a campanha defendendo mais obrigações para as plataformas digitais.
Elisa ilustra um fenômeno que merece atenção após a eleição.
Apesar de ter sido eleita para o primeiro mandato, a petista tem 2,4 milhões de seguidores somente no Instagram, o que poderá influenciar as discussões sobre pautas sensíveis no Congresso.
A título de comparação, Erika Hilton (PSOL-SP) atingiu a marca de 3 milhões de seguidores em novembro de 2024, quando passou a defender com mais afinco o fim da escala 6×1.
Hoje, Hilton tem pouco mais de 5 milhões de seguidores e tornou-se a mulher mais votada da história, com mais de 1,5 milhão de votos.
Em termos de influência, Jones Manoel (PSOL-PE) exerce papel semelhante ao de Ana Elisa na rede, com 2,1 milhões de seguidores.
O deputado, contudo, tem visão mais à esquerda sobre a regulação, com o reconhecimento de vínculos e a criação de um aplicativo “nacional e soberano” para rivalizar com empresas.
Ainda à esquerda, Rick Azevedo (PSOL-RJ), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Fábio Félix (PSOL-DF) despontam como nomes que mantêm graus de afinidade com grupos de entregadores que fazem cobranças mais rígidas às plataformas.
Luna Zarattini (PT-SP) e Bella Gonçalves (PT-MG) são outras deputadas que chegam à Câmara após terem apresentado projetos para regular aplicativos nas instâncias municipal e estadual, respectivamente.
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