Traficantes dão ‘curso’ de drones no Complexo da Penha
A Polícia do Rio gravou imagens de uma fila de homens em uma quadra do Complexo da Penha, na Zona Norte, à espera de um curso dado por traficantes para operação de drones .
O equipamento passou a ser usado pelo crime organizado tanto para monitorar operações da polícia quanto rivais, além de serem adapatados como lançadores de granadas.
O Complexo da Penha, mesmo após a megaoperação de outubro do ano passado, segue sendo o QG dos principais líderes do Comando Vermelho, entre eles Edgard Alves de Andrade, o Doca.
A capacitação de criminosos para a operação de drones é investigada pela Polícia Civil do Rio.
As imagens foram gravadas há pelo menos três semanas.
Como já mostrou VEJA, houve uma escalada na guerra contra facções a partir da adoção pelo crime organizado desses aparelhos.
Traficantes do Rio passaram ainda a utilizar antidrones – conhecidos como jammers – para barrar, por meio do bloqueamento de sinal, o voo de drones da polícia, hoje fundamentais em investigações e no planejamento de operações.
Na semana passada, a Polícia Militar prendeu dois homens por utilizaram drones para promover ataques na comunidade Pombo Sem Asa, em Vargem Grande, na Zona Sudoeste.
Os suspeitos foram encontrados após um aparelho ser usado para explodir bombas próximo a um blindado durante uma operação.
Ao seguirem a rota do drone, policiais descobriram que ele era pilotado a partir de uma cobertura alugada no Recreio dos Bandeirantes, a uma distância de dois quilômetros da comunidade.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.