Resiliência de Flávio faz Lula admitir fragilidades, em apelo por voto útil
A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) entra em nova fase com apelo ao voto útil do eleitorado cansado da imagem do petista. O grupo preferencial é o de eleitoras mulheres.
O diagnóstico é que o eleitorado em disputa —os indecisos— demonstra desgaste e cansaço da imagem de Lula.
No entanto, denúncias de rachadinha, relação com milicianos e relatórios sobre movimentações atípicas de patrimônio colocam a imagem jovial de Flávio Bolsonaro (PL) em suspeita.
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O objetivo é transmitir a mensagem de que merece a Presidência da República não quem "parece mais simpático", numa referência a Flávio. Mas sim de quem tem posições mais adequadas ao Brasil.
A crise no STF (Supremo Tribunal Federal) não derrubou a intenção de votos de Lula, segundo as pesquisas mais recentes do Datafolha e Quaest . No entanto, tampouco impediram Flávio de oscilar positivamente.
Daí o diagnóstico de que é preciso abordar outras pautas para reavivar o contraste entre os dois concorrentes.
Alguns pontos são prioritários para o PT na comparação com o antagonista.
Um deles é a agressividade do bolsonarismo com mulheres —as declarações misóginas do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados e medidas como a flexibilização do porte de arma, que resultou, entre outros efeitos, no aumento do feminicídio.
Numa abordagem mais ampla, o projeto bolsonarista é baseado na violência e agressividade.
Em comparação, o presidente Lula ampliou a participação feminina no governo, discursa pela igualdade entre homens e mulheres e implementa medidas para reduzir a violência de gênero.
Outro aspecto a ser martelado pelo PT é a inexperiência de Flávio Bolsonaro no Executivo, em contraste com os três mandatos de Lula na Presidência.
A campanha petista menciona medidas do terceiro mandato como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e o apoio ao fim da escala 6x1, pautas contra as quais o bolsonarismo lutou.
A relação do bolsonarismo com os EUA de Donald Trump é tratada como a submissão de um projeto, em comparação com a soberania nacional defendida pelo outro.
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