quarta-feira, 28 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

Carta golpista de Flávio Bolsonaro remete à autoproclamação de líder venezuelano como presidente

Folha · Poder ·
Carta golpista de Flávio Bolsonaro remete à autoproclamação de líder venezuelano como presidente

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Em busca de um verniz democrático para sua investida golpista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se autoproclamou o "verdadeiro presidente eleito" em uma carta divulgada por apoiadores nesta quarta-feira (28), remetendo ao que fez Juan Guaidó , líder da oposição venezuelana, em 2019.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por liderar uma tentativa de golpe em 2022, afirmou ainda haver uma "impossibilidade matemática" no pleito que reelegeu o presidente Lula (PT). Depois, em uma nova versão da carta publicada nas redes sociais, Flávio referiu-se a si mesmo não mais como "presidente eleito", mas sim como "o líder do Brasil".

O ditador venezuelano Nicolás Maduro foi reeleito em 2018 em um pleito sem os principais líderes oposicionistas, que não foi considerado livre ou justo por organismos internacionais. Rejeitaram o resultado da eleição a União Europeia e países como Brasil, Canadá, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

Em comunicado publicado à época , o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, afirmou que o pleito ocorreu "sob uma falta generalizada de liberdades públicas, com candidatos e partidos banidos e com autoridades eleitorais sem qualquer credibilidade".

"As eleições foram realizadas com mais de 300 presos políticos atrás das grades e com o Estado utilizando todos os recursos à sua disposição para a farsa."

Já o pleito brasileiro deste ano teve a legitimidade reconhecida pelos mais renomados observadores eleitorais, entre eles a OEA, e por mais de 100 países, segundo levantamento da CNN —uma série deles governados pela direita, como a Itália, o Chile, o Peru e El Salvador .

A condução adequada das eleições também foi validada pela oposição democrática e pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) por Bolsonaro.

Quando Guaidó se autoproclamou presidente, reconhecido por cerca de 60 países, a Venezuela já era tratada pelo V-Dem (Variedades da Democracia), o principal instituto que avalia a qualidade das democracias pelo mundo, como uma autocracia eleitoral.

Ler a notícia completa no Folha · Poder ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.

Este assunto em outros veículos

Mais de Folha · Poder

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›