Dona do Habib’s em recuperação judicial: quais os motivos? Lojas vão fechar? O que acontece agora?
Entenda os motivos que levaram o Habib's a entrar em recuperação judicial O Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, teve o pedido de recuperação judicial aceito nesta terça-feira (25), pela Justiça de São Paulo.
O grupo declarou dívidas de R$ 265,2 milhões, e o processo reúne 178 empresas e dois produtores rurais.
Segundo o pedido apresentado à Justiça, a crise financeira foi provocada pela combinação de três fatores principais: os efeitos da pandemia, as mudanças no comportamento dos consumidores e a alta dos juros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Fundado em 1987, o Habib’s se tornou uma das principais redes de alimentação do país e ficou conhecido principalmente pelas esfihas e outros produtos de inspiração árabe.
São 119 lojas no Brasil.
O grupo também controla o 26 lojas do Ragazzo, voltado principalmente a massas, salgados e lanches, seis churrascarias da rede Tendall, além de empresas que atuam na estrutura de franquias e em outras etapas da operação.
Nessa matéria, você vai ver: Os 3 motivos que levaram o grupo à crise Os restaurantes vão fechar? O que acontece com os funcionários? Qual a recomendação para os franqueados? Dívida chega a R$ 265,2 milhões Grupo tentou negociar antes de pedir recuperação judicial O que acontece agora Os 3 motivos que levaram o grupo à crise A pandemia afetou especialmente as lojas localizadas em grandes centros urbanos.
Segundo o grupo, as restrições de circulação reduziram o movimento nesses locais.
Mesmo depois da reabertura da economia, o avanço do trabalho remoto e híbrido mudou a rotina de consumidores que antes frequentavam regiões comerciais e shoppings.
Ao mesmo tempo, o crescimento dos serviços de entrega mudou a forma de consumir refeições.
Mais clientes passaram a fazer pedidos por aplicativos e outras plataformas digitais, em vez de frequentar os restaurantes.
O delivery ajudou a manter as vendas, mas, segundo o grupo, também pressionou os resultados das lojas físicas.
O terceiro fator foi a alta dos juros.
Segundo o grupo, dívidas contraídas para sustentar as operações ficaram mais caras com o aumento da taxa básica de juros, a Selic.
Com isso, uma parcela maior do dinheiro gerado pelos restaurantes passou a ser usada para pagar juros e dívidas, reduzindo os recursos disponíveis para manter o negócio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.