Governo não espera solução rápida para tarifaço, mesmo com retomada das negociações com os EUA
Apesar da retomada das negociações sobre o tarifaço, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não esperam uma revisão rápida das alíquotas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. 🔎No mês passado, os EUA aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e afirmaram que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio.
Além disso, anunciaram outra sobretaxa de 12,5%, resultado de uma investigação para punir países que adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado (leia mais abaixo).
Segundo relatos de negociadores brasileiros, dificilmente será possível chegar a um acordo antes do fim das eleições, em outubro deste ano.
Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA agendam reunião sobre tarifaço O governo brasileiro espera que os assessores do presidente dos Estados Unidos Donald Trump apresentem uma proposta com pontos a serem negociados.
Ou seja, os Estados Unidos devem dizer o que esperam do Brasil para dar início às tratativas.
O comércio e as tarifas aplicadas ao etanol estavam no centro das discussões para tentar evitar o novo tarifaço de Trump.
Atualmente, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre o etanol de milho importado dos EUA.
Antes do novo tarifaço, os americanos aplicavam uma taxa de 12,5% sobre o etanol brasileiro.
Segundo integrantes do governo Lula que participam das negociações, o Brasil estaria disposto a um acordo para reduzir a alíquota cobrada sobre etanol norte-americano se os Estados Unidos reduzirem as barreiras à entrada de açúcar brasileiro.
Eventual acordo dependeria dos termos a serem apresentados pelos negociadores de Trump.
O mercado americano opera com cotas de importação de açúcar com tarifa reduzida.
O Brasil, maior produtor mundial da commodity, pode exportar 155 mil toneladas por ano com tarifa menor — volume considerado pequeno pelo governo brasileiro.
O que ultrapassa essa cota pode ser cobrado com alíquota de 100%, segundo governo brasileiro.
Além das tarifas americanas, Brasil enfrenta barreiras de outros parceiros comerciais importantes Jornal Nacional/ Reprodução Reunião O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir virtualmente na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília.
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