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Política

A Resolução 247 e o desafio de enxergar o risco total do devedor

Consultor Jurídico ·
A Resolução 247 e o desafio de enxergar o risco total do devedor

Uma empresa pode hoje financiar sua atividade de muitas formas ao mesmo tempo.

Em geral, pode ter linhas bancárias, antecipar recebíveis, emitir dívida, ceder créditos a um O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e participar de estruturas de securitização.

Cada uma dessas operações pode fazer sentido quando examinada isoladamente.

O problema aparece quando quem concede ou adquire o crédito conhece bem a sua própria exposição, mas enxerga apenas uma parte do endividamento do devedor.

A mudança aponta para uma preocupação que vai além da demanda informacional.

Durante anos, o mercado brasileiro desenvolveu estruturas cada vez mais sofisticadas para retirar do balanço bancário a função exclusiva de financiar a economia.

FIDCs, securitizadoras e outros veículos passaram a ocupar espaço relevante na oferta de crédito privado.

A própria CVM registra que o patrimônio líquido da indústria de FIDCs passou de aproximadamente R$ 300 bilhões em 2021 para perto de R$ 900 bilhões ao final de 2025.

Em resumo, a arquitetura de financiamento mudou e a infraestrutura de informação precisa acompanhá-la.

A importância do SCR para o mercado de crédito O SCR sempre teve justamente a vantagem de permitir uma visão que vai além da relação bilateral entre credor e devedor.

Ele reúne informações sobre operações de crédito e contempla, entre outras modalidades, empréstimos, financiamentos, leasing, coobrigações, avais e garantias.

A finalidade declarada pela CVM ao abrir o acesso aos gestores é permitir uma avaliação mais abrangente do endividamento dos devedores, com melhor análise e precificação do risco.

Quem administra risco de crédito aprende cedo que conhecer profundamente a própria operação não basta.

Uma empresa pode estar perfeitamente adimplente com um credor e, ao mesmo tempo, aumentando rapidamente sua alavancagem por outras vias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.

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