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Iniciativa privada é a única opção para Angra 3, diz setor nuclear

Poder360 ·
Iniciativa privada é a única opção para Angra 3, diz setor nuclear

A entrada da iniciativa privada nas obras da Usina Termonuclear Angra 3 é a única opção viável para a conclusão do empreendimento, afirma , presidente da Abdan (Associação Brasileira para o Desenvolvimento De Atividades Nucleares).

Com as obras paralisadas desde 2015, a usina localizada em Angra dos Reis (RJ) custa R$ 1 bilhão por ano à União e é um dos principais impasses a serem resolvidos pelo Ministério de Minas e Energia às vésperas do início do 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista ao Poder360 , Cunha defende que a entrada da Âmbar Energia , braço do grupo J&F, dos irmãos Batista, será determinante para a resolução do impasse, que aguarda atualmente uma decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) sobre a retomada ou conclusão das obras.

Em outubro de 2025, a Âmbar adquiriu por R$ 535 milhões a totalidade da participação da Eletrobras na Eletronuclear, estatal responsável pela operação de Angra 1, 2 e 3.

O negócio marcou a entrada da J&F no setor de geração nuclear.

A União, no entanto, segue como controladora da Eletronuclear por meio da ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional), criada para manter o controle governamental em áreas estratégicas após a privatização da Eletrobras.

A competência para decidir sobre a retomada ou não das obras é do CNPE, que recebeu do TCU (Tribunal de Contas da União), em 21 de outubro, um prazo de 240 dias para tomar uma posição final sobre o empreendimento.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), pretende apresentar uma solução para o impasse ainda em 2026.

Na avaliação de Cunha, o atraso do governo em tomar uma posição sobre o empreendimento é uma decisão política, e não econômica, e prolonga uma discussão que dura décadas e que poderia já ter sido superada no setor.

“O governo não quer colocar a participação dele e hoje ele é o majoritário.

Mas agora, com a chegada do grupo J&F, isso vai ser resolvido.

É um grupo muito forte.

Ninguém vai comprar a participação num empreendimento que ele não tem intenção de acabar.

O governo demorou demais a tomar essa decisão.

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