Petistas comemoram vitória de Lula, e bolsonaristas contestam resultado
Editada por Felipe Bailez e Luis Fakhouri, fundadores da Palver, coluna traz perspectivas sobre os dados extraídos de redes sociais fechadas
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
O Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) confirmou por volta das 21h deste domingo a reeleição de Lula , com 52% dos votos válidos, depois de um dia marcado por denúncias de falta de ônibus , pela prorrogação da votação até as 19h, e por uma pausa na divulgação da apuração.
O ministro Cristiano Zanin , do Supremo Tribunal Federal ( STF ) esclareceu que a medida valia só para as seções ainda abertas , e que a própria campanha de Flávio Bolsonaro havia pedido mais duas horas de votação em cidades com chuva. Por volta das 22h45, Flávio disse em coletiva que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação da eleição, com o argumento de que a prorrogação mudou a regra quando parte das urnas já estava fechada. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques , afirmou que a decisão de Zanin não provocou nenhuma alteração no pleito , e até o fim da noite nenhum pedido havia sido protocolado.
No monitoramento em mais de 100 mil grupos públicos de aplicativos de mensagens, somado ao debate no X, a inteligência de narrativas da Palver acompanhou a reação dos dois campos ao resultado até as 23h de domingo. Depois da confirmação da vitória de Lula , quem mais falou nos aplicativos de mensagem foi o campo derrotado, com 51% das opiniões sobre a eleição entre 21h e 23h, contra 40% do campo petista, e depois do pronunciamento de Flávio a fatia bolsonarista chegou a 61%. No X, o campo petista respondeu por 59% das opiniões no mesmo intervalo.
A reação bolsonarista ao resultado foi de contestação. Entre 21h e 23h, 64% das opiniões do campo nos aplicativos de mensagem contestavam a eleição, 13% lamentavam a derrota e 1% a reconhecia, em mensagens isoladas como "sou Bolsonaro mas sei reconhecer a derrota". O lamento atribuía a derrota ao STF e à desunião da direita, com críticas a aliados e a candidatos do primeiro turno. No X, onde o campo é minoria, a reação teve mais lamento e menos contestação, com 24% e 45% das opiniões.
O que se contestava era o processo de apuração e a decisão de Zanin. Entre as opiniões sobre os fatos do dia nos aplicativos de mensagem, a fraude na contagem respondeu por 36% depois do resultado, o golpe judicial por 34% e o pedido de anulação por 18%, e 89% das opiniões com alguma dessas acusações vinham do campo de Flávio. As mensagens ligavam a pausa na divulgação e a vantagem inicial de Lula a uma manipulação, descreviam a prorrogação como o que deu a vitória ao petista.
O pronunciamento de Flávio deu forma oficial a uma reação que a base já havia tomado. Hora a hora, a fatia de bolsonaristas que contestavam a eleição nos aplicativos de mensagem foi de 60% às 21h para 69% às 22h e 79% às 23h, depois da fala, quando a anulação passou a responder por 35% das opiniões sobre os fatos do dia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.