Chega de cigarro: o tabagismo não desapareceu, só mudou de forma
Há uma armadilha particularmente perigosa quando falamos de tabagismo .
Acreditar que, porque já sabemos que fumar faz mal, o problema está resolvido.
Durante décadas, o Brasil construiu uma das experiências mais importantes de controle do tabaco no mundo.
O número de fumantes caiu , o cigarro deixou de ocupar tantos espaços públicos e fumar passou a ser socialmente menos aceito.
Esse avanço foi real e precisa ser reconhecido.
Mas um comportamento pode deixar de ser predominante sem deixar de ser perigoso.
E no caso do tabagismo, a ameaça não recuou.
Apenas se reorganizou.
A pesquisa A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos , realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center e pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra justamente esse ponto.
Entre os 2.015 brasileiros entrevistados nas 27 unidades da Federação, 17% se declaram fumantes .
Entre os jovens de 16 a 24 anos , porém, o índice chega a 19%, o maior entre todas as faixas etárias, impressionante ao pensar que se trata de uma geração que cresceu depois de algumas das principais conquistas brasileiras no controle do tabagismo.
Continua após a publicidade A exposição involuntária segue o mesmo padrão preocupante.
Um em cada três brasileiros (33%) convive frequentemente com pessoas que fumam por perto.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, essa proporção sobe para 37%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.