Tortura e abuso de menina no ES são transmitidos ao vivo para mais de 300 menores na internet
Adolescente é suspeito de exibir agressão e tortura de menina na internet Um adolescente de 15 anos foi apreendido em Vila Velha, na Grande Vitória, suspeito de agredir, torturar e estuprar a namorada, de 14 anos, enquanto transmitia o crime ao vivo para outros 300 menores.
A apreensão aconteceu no dia 8 de outubro e foi divulgada nesta terça-feira (27).
Segundo a Polícia Civil, a transmissão aconteceu por meio de um aplicativo de mensagens em grupo, o Root.
O caso foi descoberto pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça, que enviou as informações à Polícia Civil capixaba. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A partir do documento, a corporação abriu um inquérito no último dia 5.
Segundo o delegado Brenno Andrade, chefe da Divisão Patrimonial e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), os dois adolescentes se conheceram em um grupo do próprio aplicativo.
Como moravam perto um do outro, passaram a se encontrar pessoalmente e começaram a namorar.
No entanto, o namorado passou a desconfiar de uma suposta traição.
Revoltado, ele pulou o muro da casa da menina quando ela estava sozinha e cometeu as agressões e o estupro, que foram gravados e transmitidos em tempo real.
Depois do crime, o adolescente também enviou mensagens para a vítima com ameaças de morte.
Em uma delas, divulgada pela Polícia Civil, a menina contava que o irmão havia descoberto alguns hematomas em seu braço.
Em resposta, o namorado a ameaçou mais uma vez.
Violência ao vivo A polícia apurou que o grupo em que a transmissão ao vivo foi exibida reúne conteúdo ligado a diversos tipos de violência, como incentivo à automutilação, tortura de animais, racismo, misoginia e abuso e exploração sexual infantil.
O delegado Andrade afirmou que o grupo é "altamente organizado", com lideranças e hierarquia, além de participantes que participam como expectadores.
Além do grupo investigado, outras comunidades do tipo se autodenominam 'panelas' e têm integrantes de todo o país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.