Mauro: Corinthians? Diferente foi torcida do Flamengo em momento de dívida
Ao comparar reações de torcidas diante de crises financeiras, o comentarista citou o Flamengo de 2013, quando o clube abriu mão de jogadores e fez acordos para reorganizar as contas, sem protestos nas arquibancadas.
Sabe o que foi diferente? Com a torcida que foi diferente no processo desses, assim, do time endividado? Foi a torcida do Flamengo. Quando o Vagner Love, com o contrato em vigor, foi devolvido para o CSKA. O Flamengo falou, olha, não temos como pagar você, o CSKA não temos como pagar as parcelas restantes do jogador, estamos assumindo o clube. Está quebrado, deve quase R$ 800 milhões na época, hoje seria R$ 2 bilhões, mais ou menos, algo em torno disso ou mais. Mauro Cezar
Na sequência do debate, Danilo Lavieri sustentou que parte das contas feitas sobre "economia" no Corinthians depende de um pressuposto que, para ele, não se confirma: o clube voltar a pagar em dia. Segundo ele, o atraso é "sistemático" e muda qualquer projeção.
Todas essas contas de, ah, o Corinthians está economizando, o Corinthians vai economizar, ela parte de um princípio que não existe, que é o Corinthians começar a pagar em dia. Isso não existe, já não existe há um bom tempo. O Corinthians atrasa, é sistematicamente atrasa. Danilo Lavieri
Mauro Cezar disse que a comparação com o Flamengo passa por "cortar a carne": abrir mão do principal jogador quando não há como bancar o compromisso. Na leitura dele, o movimento corintiano vai na direção contrária, ao ampliar a obrigação financeira para manter Depay.
Isso aí é cortar a carne, cara. Você abrir mão do seu principal jogador porque ele não tem como pagar. (...) A torcida do Flamengo não protestou. O que a torcida do Corinthians tá fazendo é o inverso, e é o mal para o Corinthians. Mauro Cezar
Casagrande também questionou a ideia de "romantizar" a torcida corintiana e citou episódios de pressão e violência para dizer que o debate precisa olhar o clube, não apenas o time. Ele ainda apontou que, se houver novo atraso, a conta pode voltar a crescer com juros.
Para Mauro, o risco é o Corinthians passar a sinalizar que paga um credor específico e deixa os demais para trás. Ele resumiu a lógica do acordo como um compromisso que, a cada renovação, cria uma nova dívida e mantém o clube preso ao mesmo problema.
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