Nova tarifa dos EUA atinge 1,8% das exportações do agro baiano
As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos devem atingir diretamente 1,8% das exportações do agronegócio baiano, segundo estudo do Sistema Faeb/Senar.
A maior parte dos produtos vendidos ao mercado norte-americano ficou fora da medida, mas cadeias como sisal, mel, pescados e madeira para dissolução entram no radar.Entre julho e dezembro daquele ano, o agronegócio baiano movimentou US$ 3,6 bilhões em exportações.
Os Estados Unidos responderam por US$ 222,54 milhões desse total, equivalente a 6,1% das vendas externas do setor.Do valor exportado para o mercado norte-americano, 68% ficaram fora da nova cobrança por estarem incluídos na lista de exceções.
Outros 29,1%, correspondentes a US$ 64,73 milhões, estarão sujeitos às tarifas, enquanto US$ 6,27 milhões ainda dependem de definição sobre o enquadramento.Com isso, a parcela efetivamente exposta às novas medidas representa cerca de 1,8% de tudo que o agronegócio baiano exportou no período analisado.Madeira concentra maior impactoEntre os produtos que continuam com acesso favorecido ao mercado norte-americano estão a celulose convencional, com US$ 51,83 milhões exportados no período, a manteiga e o óleo de cacau, com US$ 38,68 milhões, e a manga, que movimentou US$ 31,46 milhões.Também ficaram entre as exceções a água de coco, o cacau em pó e o café em grão.
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