Ditadura nunca mais: Prêmio Vladimir Herzog 2026 reafirma compromisso com a democracia
A defesa da democracia, dos direitos humanos e da liberdade de imprensa marcou a 48ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, realizada na terça-feira (20), no Tucarena, em São Paulo.
A cerimônia homenageou profissionais e produções que contribuem para a preservação da memória, a denúncia de violações e o fortalecimento dos valores democráticos .
Um dos destaques da noite foi a entrega do Prêmio Especial Vladimir Herzog ao jornalista Jamil Chade, reconhecido por sua trajetória internacional e pela cobertura de temas relacionados aos direitos humanos, à democracia e à justiça global.
O cartunista e cronista visual Paulo Caruso, morto em 2023, também recebeu a homenagem in memoriam.
Representando as 18 entidades organizadoras do prêmio, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Thiago Tanji, destacou o papel do Brasil na defesa internacional das liberdades e lembrou que o segundo turno das eleições coincide com o Dia Nacional da Democracia e o aniversário da morte de Herzog.
Também homenageou quatro defensores da democracia que morreram recentemente: Amelinha Teles, Vladimir Sacchetta, Renato Rabello e Zuenir Ventura.
“A memória é uma responsabilidade coletiva e tem capacidade concreta de transformação da realidade”, afirmou.
A p remiação reconhece trabalhos jornalísticos e artísticos que contribuem para a promoção da cidadania, da paz, da justiça e dos direitos humanos.
Nesta edição, foram contempladas produções em sete categorias: Arte, Fotografia, Áudio, Multimídia, Texto, Vídeo e Livro-Reportagem.
Reportagens premiadas expõem violações de direitos Entre os trabalhos reconhecidos nesta edição estão produções que abordam diferentes formas de violência e desigualdade no Brasil e no mundo.
Na categoria Fotografia, Tomaz Silva, da Agência Brasil, venceu com o registro de uma viúva que se despede do marido morto na operação policial mais letal do Rio de Janeiro.
A violência contra as mulheres também esteve entre os temas premiados.
A jornalista Ana Paula Araújo recebeu o prêmio de Livro-Reportagem por Agressão, obra dedicada à escalada da violência doméstica no país.
Já a série Parto ou sentença?, da revista AzMina, venceu na categoria Texto ao investigar questões relacionadas à assistência ao parto.
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