'Alfaces d'água' cobrem represa, derrubam movimento no comércio e preocupam moradores em MS
Plantas aquáticas comprometem equilíbrio ambiental na região da represa do Mimoso O avanço descontrolado de plantas aquáticas sobre a represa do Mimoso, em Ribas do Rio Pardo (MS), está transformando a paisagem local, impedindo a navegação e gerando prejuízos para o comércio, o turismo e a pesca na região.
Cerca de 25% da área do reservatório de 1.300 hectares, formado pela usina hidrelétrica Mimoso, já está tomada por um denso tapete verde.
A proliferação das plantas, conhecidas como "alfaces d'água" ou macrófitas, acendeu um alerta para os impactos ambientais no ecossistema.
A vegetação impede a entrada de luz solar nas águas mais profundas, o que prejudica a fotossíntese de outras espécies vegetais e reduz o oxigênio disponível, ameaçando a sobrevivência de peixes e outros organismos.
Além disso, o acúmulo de plantas faz com que o lago se torne gradualmente mais raso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp As macrófitas aquáticas, popularmente chamadas em algumas regiões de "alfaces-d'água", são plantas que vivem total ou parcialmente em ambientes aquáticos, como rios, lagoas, represas, brejos e áreas alagadas.
Essas plantas se proliferam rapidamente quando há presença de nutrientes na água.
Têm diversas funções para o meio ambiente, como filtragem da água e habitat para peixes, insetos e outros animais.
Contudo, em excesso causam impactos negativos.
A mudança drástica no cenário dificulta atividades cotidianas e de lazer.
Moradores relatam que barcos já não conseguem navegar devido ao peso e à densidade da vegetação, que se enrosca nos motores.
"Ela está proliferando e vindo dos rios para cá e vai fechando até os rios, vai subindo as outras áreas de lazer na beira do rio também, que tem as fazendas, que tem pessoal que pega um peixinho para comer, não consegue pescar mais.
E para baixo, quando a usina solta a macrófita, que ela vai soltar, que ela não pode soltar muito porque também diminui o fluxo de água para a usina trabalhar, ela afeta os pescadores para baixo", relata o empresário e morador, Cláudio Deocleciano Correia.
Impacto ambiental e fauna afetada Especialistas alertam para os riscos ecológicos causados pelo bloqueio da luz solar, que pode impactar a fotossíntese de plantas presentes dentro da água do lago.
"A fotossíntese é importante e os raios solares fazem isso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.