Captação de água é reduzida em Corumbá após vegetação flutuante bloquear bombas no Rio Paraguai
Baceiros em área da ponte de captação podem afetar abastecimento de água em Corumbá O acúmulo de vegetação flutuante no Rio Paraguai reduziu a captação de água em Corumbá e pode provocar desabastecimento ou baixa pressão em toda a cidade.
A concessionária de água mobilizou equipes para desobstruir o sistema e a previsão é que o fornecimento seja normalizado ainda hoje.
Segundo a Sandesul, as plantas aquáticas, conhecidas regionalmente como "baceiros", ficaram retidas nas telas que protegem as bombas de captação.
Com isso, a quantidade de água captada diminuiu, reduzindo a produção da estação de tratamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Para solucionar o problema, equipes trabalham na remoção da vegetação da superfície.
Um mergulhador também foi acionado para retirar as plantas presas diretamente nas telas submersas.
A concessionária informou que imóveis com caixas d'água podem não sentir os efeitos da redução temporária.
Mesmo assim, a orientação para a população é economizar água enquanto os trabalhos continuam.
Esta não é a primeira vez que o problema ocorre na região; registros semelhantes foram feitos em 2015 e em 2023.
Fenômeno natural A bióloga Sara Grazi explicou que a formação e o deslocamento dessas ilhas de vegetação são processos naturais do ecossistema local.
"No Rio Paraguai nós temos uma diversidade de macrófitas aquáticas, que seriam essas árvores aquáticas, essas plantas aquáticas que nós encontramos nas beiras dos rios.
Uma mais importante delas é o aguapé", detalhou a bióloga.
Segundo Sara, o baceiro se forma a partir do acúmulo de diferentes elementos.
"E o baceiro seria a junção dessas plantas aquáticas, mais matéria orgânica, raízes e estossolo, que seria uma camada de solo.
Eles se acumulam e acabam gerando uma espécie de ilhas, que a gente encontra com facilidade no rio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.