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Renovação em xeque: os fatores que dificultam mudanças no Legislativo

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Renovação em xeque: os fatores que dificultam mudanças no Legislativo

Nunca antes foi tão difícil um novato se eleger para o Legislativo federal.

Em 2026, quase 90% dos 513 deputados tentarão a reeleição em outubro, um recorde desde a redemocratização do país.

No Senado, 35 dos 54 senadores em fim de mandato (64,8%) vão tentar segurar suas cadeiras por mais oito anos, também o maior percentual nesse período.

Se antes já era mais fácil para os incumbentes manterem suas posições, uma vez que contam com a exposição que acumularam ao longo do mandato, essa vantagem vem ficando ainda maior nos últimos anos em razão da concentração de poder e dinheiro nos detentores de cargos e nas siglas tradicionais do espectro partidário.

A taxa de reeleição, que na Câmara chegou a 65% nas últimas eleições, deve ser ainda maior neste ano, segundo projeção do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Um dos principais fatores que devem desequilibrar a disputa em favor dos parlamentares atuais é o crescimento das emendas.

O volume dessas transferências vem batendo recordes desde que seu pagamento se tornou praticamente independente do aval do governo, devendo superar 26 bilhões de reais neste ano apenas para emendas individuais obrigatórias — montante que permite aos congressistas enviar recursos para suas bases por todo o mandato, numa espécie de campanha permanente.

No total, o volume que os mandatários deverão movimentar com emendas, incluindo as de bancadas e de comissões, deverá chegar a 61 bilhões de reais — o maior da história.

CORRIDA - Senado: dois terços das cadeiras estarão em disputa nas urnas Carlos Moura/Agência Senado Além das emendas, há outros componentes menos visíveis para o eleitor, mas tão importantes quanto: a divisão do fundo eleitoral e o endurecimento da cláusula de barreira.

O dinheiro público para campanhas, que será de 5 bilhões de reais neste ano, é distribuído de maneira proporcional à representação dos partidos na Câmara — a importância de construir grandes bancadas eleitorais ficou ilustrada na decisão da maioria dos partidos de centro-direita, como União Brasil, PP e Republicanos, de não se envolverem na disputa presidencial, para priorizarem o Legislativo.

Do PSOL ao PL, todas as siglas determinaram em resoluções que a maior parte dos recursos não ficará para as candidaturas ao Executivo, mas para as de deputados — e têm vantagem os que já possuem mandato, afinal, nenhuma sigla quer fazer apostas arriscadas.

Algumas delas lutam pela própria sobrevivência: neste ano, para continuar tendo acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV, as siglas terão de eleger no mínimo treze parlamentares ou ter 2,5% dos votos válidos, divididos em nove unidades da federação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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