João Marcello Bôscoli fala do desafio de remixar clássicos da mãe, Elis Regina
Trabalhando em um projeto de décadas para remasterizar as obras de sua mãe, Elis Regina , o produtor musical João Marcello Bôscoli , 56, lamenta que o lançamento mais recente, Elis, de 1973, tenha ganhado mais audiência devido a polêmicas do que pela qualidade do material.
Em entrevista à coluna GENTE , Bôscoli se defende das críticas feitas pelo padrasto, César Camargo Mariano , que reclamou de uma suposta alteração no disco e apontou não ficar feliz com o fato de o interesse público aumentar devido ao episódio. ( Agora a coluna GENTE também está no Instagram .
Siga o perfil @veja.gente ) Por que revisitar o catálogo da Elis? Qual é o objetivo do processo? Começamos a fazer o trabalho de restaurar e remasterizar as obras em 2002, em parceria com a Universal, que é sócia majoritária das tapes.
Esse é um processo feito com artistas do mundo inteiro para manter a obra em uma vigência constante por meio da movimentação do catálogo.
O resultado é uma presença forte da Elis nos anos 2000, anos 10, anos 20.
É uma prática comum.
Se você pegar algum artista que goste e olhar nos discos presentes nas plataformas de streaming, verá que existem versões remasterizadas das obras.
É importante e necessário que, de tempos em tempos, haja essa adaptação aos padrões técnicos contemporâneos.
O lançamento mais recente, Elis de 1973, gerou desentendimento público com o seu padrasto, César Camargo Mariano.
Ele reclamou da nova mixagem, falou que alterava características artísticas do original.
Como você responde a essa crítica? Respeito a opinião dele, mas ele não é da família, não é detentor de nenhum direito que permita que ele atue sobre essa obra.
A exposição pública foi irresponsável.
Ele poderia discordar, fazer algum tipo de reclamação, mas nos bastidores.
Isso passa a sensação de que a família age dessa maneira, e não é verdade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.