Moraes pede acesso a nova petição sigilosa antes de julgamento no STF
O ministro Alexandre de Moraes fez neste domingo (13) um novo pedido para ter acesso a material mantido sob sigilo antes do julgamento marcado para terça-feira (15), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá decidir sobre a abertura de uma investigação contra ele.
Desta vez, Moraes busca acesso a uma petição sigilosa sob relatoria de André Mendonça e relacionada ao avanço das investigações sobre o Banco Master.
O ministro deu 24h para que os documentos sejam liberados para acesso.
Crise no STF não altera voto de mais de 80% dos eleitores, mostra Datafolha A solicitação amplia a disputa sobre quais documentos devem estar disponíveis aos ministros antes da sessão.
Nas últimas horas, o conteúdo extraído de um celular de Daniel Vorcaro também entrou no centro dessa discussão.
Leia também Zanin dá prazo até 23h deste domingo para PF entregar cópia de celular de Vorcaro Ministro quer acesso a aparelho já periciado antes de julgamento sobre Moraes Fachin decide que STF julgue só Moraes na terça; julgamento de Mendonça será dia 23 Presidente do tribunal determinou que sessão plenária extraordinária se restrinja à decisão sobre investigar ou arquivar apurações de mensagens trocadas por ministro com Daniel Vorcaro Mais cedo neste domingo, Mendonça informou que os elementos considerados relevantes para o julgamento de terça-feira já estavam disponíveis.
A manifestação ocorre em meio à pressão de ministros por acesso mais amplo aos dados reunidos nas investigações do Master.
Celular de Vorcaro Cristiano Zanin determinou neste domingo que a Polícia Federal entregue até as 23h uma cópia da mídia de um dos celulares de Vorcaro, apreendido em 18 de novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
O aparelho já foi analisado pela perícia.
A PF informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que possui condições técnicas para compartilhar os dados preservando a cadeia de custódia e certificando a integridade das cópias.
Além de Zanin, Moraes e Gilmar Mendes pediram acesso ao conteúdo extraído do aparelho.
A Procuradoria-Geral da República também defendeu o conhecimento integral do material para avaliar o contexto das mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes.
Vorcaro pagou viagens de servidores do BC que agiam como “empregados”, diz PF Mendonça se posicionou contra a abertura ampla dos dados neste momento.
Segundo ele, a medida “somente contribuiria” para “tumultuar” o julgamento e poderia comprometer investigações ainda em andamento sobre o Banco Master.
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