Missão da ONU aponta crime de guerra em ataque dos EUA a escola infantil no Irã
Uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que há indícios de que os Estados Unidos praticaram crimes de guerra durante os ataques militares de 28 de fevereiro contra o Irã, que atingiram uma escola infantil em Minab e um complexo esportivo em Lamerd, causando a morte de 178 pessoas, a maioria crianças.
“ Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro , a missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram o crime de guerra de lançar ataques indiscriminados que resultaram em perda de vidas ou ferimentos a civis ou danos a bens civis”, avalia a equipe de investigação.
O relatório foi anunciado nesta quinta-feira (17) e será remetido ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
As investigações foram concentradas no bombardeio contra a escola infantil Shajareh Tayyebeh em Minab, na província de Hormozgan, no sul do país; e no ataque contra o complexo esportivo e a área residencial de Lamerd, ambos realizados pelos Estados Unidos.
No caso da escola infantil, a missão da ONU identificou que um míssil de cruzeiro Tomahawk norte-americano atingiu uma instalação civil “claramente identificável”. Os investigadores apontam que não há evidências de que o local estivesse sendo utilizado para fins militares , como alegou o exército estadunidense.
“Os EUA direcionaram os ataques ao prédio da escola, estando cientes de um risco substancial de atingir um alvo civil e agindo de forma imprudente em relação à possibilidade de que isso ocorresse”, diz a equipe da ONU.
A situação se repetiu no ataque ao complexo esportivo e à área residencial em Lamerd, que eram instalações civis “claramente identificáveis”. A missão destaca que mísseis de ataque de precisão espalharam projéteis de tungstênio sobre o local, provocando danos em edifícios residenciais e em uma escola nas proximidades, causando a morte de 22 pessoas.
Do lado iraniano, os investigadores da ONU também analisaram a repressão governamental durante os protestos ocorridos no país no final do ano passado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.