Em áudios, suposto membro do PCC fala em 'envolver' Milton Leite
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em áudios obtidos pela investigação do Ministério Publico de São Paulo que desencadeou a operação Vectura Corrupta , um homem apontado como integrante do PCC cita o ex-vereador Milton Leite para resolver entraves do setor de transportes em São Paulo.
O ex-presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo teve sua prisão temporária decretada pela polícia por uma suposta ligação profunda entre ele e o PCC. A prisão foi decretada e, além dele, outras 15 pessoas foram alvos de mandados de prisão pela Polícia Civil hoje na operação Vectura Corrupta.
Em um dos diálogos, um homem apontado como integrante da organização menciona o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Ele diz para outro suposto membro da facção que havia falado para um advogado identificado como Milton Milreu que seria necessário "envolver o Milton Leite para resolver a questão".
Em outro trecho, o homem fala em extrema preocupação em dar ciência à Milton Leite dos fatos envolvendo a UpBus. Milton é apontado pelo MP-SP como o possível articulador político das decisões estratégicas sobre o setor de transporte público de São Paulo — inclusive as empresas investigadas. Para os investigadores, a conversa pode estar relacionada à substituição da UPBus por outra empresa, apontada no relatório como a Translíder.
A polícia também afirmou que declarações de policiais militares corroboram que Leite seria dono da empresa Transwolff, que está no centro da investigação. A empresa em questão seria uma das 12 controladas pelo PCC em São Paulo.
O UOL tenta contato com a defesa dos investigados. Havendo manifestação, este texto será atualizado.
Com a análise desses dispositivos que foram aprendidos ao longo de 2024, 2025, hoje nós identificamos aí uma possível infiltração, se é que a gente pode dizer assim, do crime organizado em empresas de transporte público. Nós identificamos aí 12 empresas de transporte que teriam envolvimento direto com o Primeiro Comando da Capital, que seriam controladas direto ou indiretamente por essa organização criminosa. Fabricio Intelizano, delegado
Leite negou "veementemente" as suspeitas que embasaram o mandado de prisão. "Não sou dono de empresa de ônibus e só assumi uma interlocução na SPTrans a pedido do Bruno Covas [ex-prefeito morto em 2021], por causa da greve de 2019. Não tem nada de ilegal", afirmou ao UOL .
Leite negou estar foragido. O ex-vereador afirmou que está no interior de São Paulo cumprindo compromissos pessoais e de campanha dos filhos, candidatos à reeleição para deputados estadual e federal.
Ex-vereador afirmou que vai se entregar "ainda hoje". "Vou me apresentar ainda hoje porque não devo nada", disse.
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