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Economia

BofA vê “tempestade próxima” com piora do crédito e eleva alerta para bancos e varejo

InfoMoney ·
BofA vê “tempestade próxima” com piora do crédito e eleva alerta para bancos e varejo

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) trouxe novos sinais de deterioração da qualidade do crédito no Brasil, levando o Bank of America (BofA) a reforçar uma postura cautelosa para o setor financeiro.

Em relatório chamado “The gathering storm”, ou “A tempestade se aproxima”, o banco americano afirma que os balanços de bancos e varejistas mostraram uma combinação preocupante de aumento da inadimplência, elevação das provisões e piora das condições financeiras das famílias brasileiras.

O relatório, assinado por Mario Pierry e equipe, destaca que o ambiente de juros elevados continua pressionando a capacidade de pagamento dos consumidores.

Como consequência, o custo de risco (“cost of risk”, ou CoR) aumentou na maior parte das instituições financeiras, refletindo uma postura mais conservadora diante da expectativa de perdas futuras.

Segundo o BofA, os resultados do trimestre reforçam a percepção de que a qualidade do crédito ao consumidor está se deteriorando gradualmente.

As provisões cresceram em ritmo superior ao das carteiras de crédito, sinalizando que os bancos estão se preparando para um ambiente de inadimplência mais elevado nos próximos trimestres.

Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila e tenta sustentar os 167 mil pontos Bolsas dos EUA recuam com a persistência das tensões entre EUA e Irã A preocupação ganha força porque o endividamento das famílias e o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas atingiram níveis historicamente elevados.

De acordo com o levantamento do banco, o endividamento das famílias chegou a 49,8%, enquanto o serviço da dívida alcançou 28,5% da renda, reduzindo a capacidade dos consumidores de absorver novos choques financeiros.

Nesse contexto, a inadimplência das operações de crédito ao consumo avançou 20 pontos-base na comparação trimestral e acumula alta de 50 pontos-base no ano, mesmo com o apoio do programa Desenrola para renegociação de dívidas.

Bancos diversificados com mais resiliência O BofA observa que instituições com carteiras mais diversificadas, como Itaú Unibanco ( ITUB4 ) e Bradesco ( BBDC4 ), continuam apresentando comportamento relativamente mais resiliente.

Nos dois casos, o custo de risco permaneceu praticamente estável no trimestre, refletindo uma exposição menor aos segmentos mais vulneráveis da economia.

Já bancos e operações com maior concentração em clientes de menor renda ou em nichos específicos registraram deterioração mais acentuada, com Santander Brasil ( SANB11 ), Porto ( PSSA3 ) e estruturas financeiras ligadas ao varejo entre os casos que mais sentiram o aumento do custo do crédito.

O relatório também aponta divergências entre os discursos dos executivos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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