Governo Lula reduz desigualdade, mas fosso entre 1% de ricaços e 50% dos mais pobres persiste, diz estudo
O governo Lula atravessou 2025 com melhora expressiva de indicadores de emprego, renda, pobreza, segurança alimentar, educação e acesso a serviços, mas sem conseguir desmontar um dos pilares históricos da desigualdade brasileira: a concentração de renda no topo.
O 1% mais rico do país recebeu, em média, 31,5 vezes o rendimento dos 50% mais pobres , mostra o Relatório 2026 do Observatório Brasileiro das Desigualdades.
O documento, divulgado pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, aponta que 71% dos indicadores que puderam ser atualizados apresentaram melhora em relação ao período anterior.
Entre 2022 e 2025, período que coincide com a retomada de políticas sociais e de valorização da renda no governo Lula, o rendimento médio mensal real de todas as fontes cresceu 16,4% e chegou a R$ 3.376.
A taxa de desemprego caiu para 5,6% em 2025, o menor resultado anual da série histórica da PNAD Contínua.
O estudo, porém, coloca um freio em qualquer leitura de que o avanço social tenha eliminado as desigualdades estruturais.
Depois de cair em 2024, a distância entre o topo e a base voltou a aumentar: o rendimento do 1% mais rico equivalia a 30,2 vezes o da metade mais pobre naquele ano e passou a 31,5 vezes em 2025 .
O relatório afirma que os ganhos do crescimento econômico foram apropriados de maneira mais intensa pelos estratos de maior renda.
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