O Brasil dá adeus a Glória Menezes, a eterna dama da tevê brasileira
Uma das maiores referências artísticas do Brasil, Glória Menezes morreu, aos 91 anos.
Em uma trajetória de mais de seis décadas dedicadas à arte, fica a certeza de que a eterna dama da televisão brasileira parte, mas deixando personagens inesquecíveis e uma história de arte que passeia pelo tempo, desfilando a força e a delicadeza de quem deixou suas digitais na cultura nacional.
Em 1934, na cidade de Pelotas (RS), nascia Nilcedes Soares de Magalhães.
Ainda criança, mudou-se para São Paulo com a família, onde decidiu integrar a Escola de Arte Dramática (EAD) da Universidade de São Paulo (USP).
Lá, ela deu os primeiros passos rumo aos palcos de teatro e telenovelas da TV Tupi.
E, a partir daí, era necessário uma nova roupagem, sobretudo para dar luz a persona que se tornaria.
Veio aí, Glória Menezes.
Para além de um nome artístico, a alusão a uma trajetória de verdadeiras glórias.
A primeira delas, veio em 1959, quando atuou na novela Um lugar ao Sol .
Glória Menezes, símbolo da TV e do teatro, morre aos 91 anos No ano seguinte, mas dessa vez no teatro, a atriz foi a protagonista de As feiticeiras de Salém (1960), de Antunes Filho.
Com a atuação, recebeu o Prêmio APCA na categoria Atriz Revelação.
Três anos depois, Glória debutou no cinema com a personagem Rosa, no aclamado O pagador de promessas , de Anselmo Duarte — até então o único longa-metragem brasileiro a conquistar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, além de ter sido o primeiro indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
O pioneirismo da atriz marcou a extinta TV Excelsior, quando protagonizou 2-5499 Ocupado , a primeira novela a ser exibida diariamente no Brasil.
Durante as filmagens, conheceu Tarcísio Meira (1935-2021), com quem contracenou na produção.
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