Muito além do Minha Casa Minha Vida: ministro quer crédito imobiliário em outro patamar e diz que “20% do PIB é o mínimo daqui para frente”
Atualmente, o mercado de crédito imobiliáro representa 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, abaixo da média registrada por pares emergentes
Com a criação da Faixa 4 , o Minha Casa, Minha Vida já beneficiou 58 mil famílias com acesso a crédito imobiliário facilitado, representando mais de R$ 18 bilhões. Porém, para o Ministro das Cidades , Vladimir Lima , o programa não pode ser o único impulsionador do setor habitacional do país.
Durante o evento Abecip Summit 2026 , realizado nesta terça-feira (18), ele afirmou que acredita que esse segmento tem o potencial para praticamente dobrar. “Temos que pensar em modernização tecnológica, melhorar nossa carteira de políticas públicas e não pensar só no Minha Casa, Minha Vida. Temos um potencial para avançar cada vez mais”, disse.
Atualmente, o mercado representa 11% do Produto Interno Bruto ( PIB ) do país, abaixo da média registrada por outros países emergentes . Durante o evento, o ministro cravou uma nova meta para o futuro do crédito imobiliário: “Representar 20% do PIB é o mínimo daqui para frente”, disse.
Para atingir o patamar de 20% do PIB, Lima avalia que é necessário “enxergar cada vez mais para além do programa Minha Casa, Minha Vida, uma política habitacional estruturante para todo o Brasil”, disse.
Lima reforçou as mudanças recentes promovidas pelo governo para incentivar o segmento imobiliário. O Ministério das Cidades tem atuação em áreas de infraestrutura — como saneamento, prevenção de riscos e obras de transporte público coletivo — e até em crédito para habitação.
Em 2025, órgão chegou a articular, em conjunto com outras pastas, mudanças no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo ( SBPE ). Na época, era discutido a liberação do depósito compulsório da poupança para estimular o financiamento de moradias.
“Essas mudanças levaram o crédito imobiliário a avançar mais de 29% no primeiro semestre deste ano em comparação com o exercício anterior", afirmou.
Além disso, o ministro ressaltou a importância do diálogo com todo o setor produtivo para que seja possível identificar ajustes necessários e escalar o programa.
E esse aumento já aparece na conta. O orçamento do FGTS para habitação subiu de R$ 90 bilhões em 2023 para R$ 195 bilhões em 2026.
O montante inclui recursos do fundo social do Pré-sal e do orçamento geral da União. Segundo Lima, o valor constitui o "maior orçamento do programa Minha Casa, Minha Vida".
“Estamos em uma curva de ascensão de contratação no programa. Estamos batendo a meta todos os anos, repetidamente”, disse.
O ministro destacou ainda que a meta inicial de 2 milhões de moradias com a criação da Faixa 4 foi cumprida com um ano e meio de antecedência. Agora, a nova meta é atingir 3 milhões de moradias contratadas até o fim deste ano.
Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.
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