Governo dos EUA determinou que Flávio Bolsonaro fizesse alteração em carta de pronunciamento, dizem colunistas Governo dos EUA determinou que Flávio Bolsonaro fizesse alteração em carta de pronunciamento, dizem colunistas
O governo dos Estados Unidos determinou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, que ele retirasse de sua carta de pronunciamento o trecho em que se declarava o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
A informação foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL , por Valdo Cruz, comentarista de política e economia da GloboNews , e por Patrícia Vasconcellos, colunista do SBT News .
Segundo os relatos, a formulação gerou preocupação em Washington por poder sugerir que os norte-americanos reconheciam o parlamentar como presidente eleito, o que poderia comprometer as relações diplomáticas com o governo brasileiro. [jms-related-posts ids="1306718,1306492"] A informação foi publicada inicialmente pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada por diplomatas que acompanharam os acontecimentos.
Segundo assessores do Departamento de Estado americano ouvidos pelo comentarista, a declaração poderia ser interpretada como um sinal de que os Estados Unidos haviam acolhido a autoproclamação de Flávio Bolsonaro.
Esse entendimento, por sua vez, poderia ser visto como um rompimento diplomático com o governo brasileiro.
Aliados do senador afirmaram que a alteração foi apenas um ajuste no texto divulgado inicialmente.
Diplomatas ouvidos por Valdo Cruz, no entanto, disseram que a mudança ocorreu após o governo do presidente Donald Trump tomar conhecimento do conteúdo da carta.
EUA pediram a Flávio Bolsonaro que retirasse de carta trecho em que se dizia ‘presidente eleito’ https://t.co/WFLv0stiQb #g1 https://t.co/GNCSR7346h — g1 (@g1) October 29, 2026 A administração americana autorizou a entrada de Flávio nos Estados Unidos e a concessão de visto humanitário para ele e seus familiares.
Segundo os relatos, porém, receber o senador no país não significava reconhecê-lo como presidente eleito.
Essa possibilidade não estaria nos planos do governo Trump.
Apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro e das suspeitas levantadas sobre a votação, Trump tem elogiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e declarado que gosta do petista. [caption id="attachment_1263977" align="aligncenter" width="617"] Donald Trump afirmou, após as eleições, que tem uma boa relação com Lula. (Foto: Getty)[/caption] A coluna de Patrícia Vasconcellos, do SBT News, também relatou o incômodo nos bastidores de Washington.
Segundo a jornalista, um integrante da administração Trump teria comentado que apresentar-se como “presidente de fato” do Brasil não era algo desejado pelo governo norte-americano.
A presença da família Bolsonaro em território americano vinha sendo discutida internamente diante da necessidade de equilibrar o caso com a relação bilateral entre os dois países.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em hugogloss.uol.com.br — o conteúdo pertence a Hugo Gloss.