Levedura desenvolvida pela Unicamp pode aumentar produção de etanol de milho
Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram uma levedura geneticamente modificada que pode aumentar a eficiência da produção de etanol de milho.
A tecnologia permite aproveitar parte do amido que normalmente não é convertido durante o processo de fermentação, abrindo a possibilidade de produzir mais biocombustível utilizando a mesma quantidade de matéria-prima.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! A nova linhagem também pode reduzir a necessidade de adicionar enzimas comerciais durante o processo, diminuindo custos para a indústria.
Os resultados foram obtidos em testes de bancada e agora a tecnologia passa por uma etapa de validação em escalas maiores.
O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Genômica e bioEnergia do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, sob coordenação do professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira.
A tecnologia foi protegida e licenciada para a Bionfood, empresa-filha da universidade, por meio de estratégia da Agência de Inovação da Unicamp (Inova Unicamp), com interveniência da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp).
O desenvolvimento busca solucionar um dos gargalos da produção de etanol a partir do milho.
Diferentemente da cana-de-açúcar, o milho tem como principal componente o amido, formado por longas cadeias de moléculas de glicose.
A levedura utilizada tradicionalmente na produção de etanol não consegue processar diretamente esse material.
Por isso, antes da fermentação, o amido precisa ser quebrado em moléculas menores.
O processo depende da atuação de duas enzimas: alfa-amilase e glucoamilase.
A alfa-amilase tradicional atua em temperaturas elevadas, geralmente superiores a 90°C, fragmentando o amido em cadeias menores.
Já a glucoamilase atua durante a fermentação e completa o processo, transformando essas cadeias em glicose, que posteriormente é fermentada pela levedura.
Um dos problemas é que a alfa-amilase convencional não funciona adequadamente na temperatura da fermentação, que fica próxima dos 30°C.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.