Ouro sobe na semana e acumula alta de 10% no mês
Depois de amargar com a alta dos juros nos Estados Unidos, quando apagou tudo aquilo que avançou no início do ano, o ouro caminha para fechar a semana em alta e ensaia uma recuperação consistente em agosto – acumula alta de quase 10% no mês.
Apesar do renovado otimismo, o ritmo caiu nesta semana em relação à anterior e há dúvidas entre os negociantes sobre realizações precoces de lucros.
O contrato futuro do ouro, com vencimento em dezembro, subia 0,50%, a US$ 4.442,89 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
Até gestores multimercados consagrados perderam muito dinheiro com o ouro após o início do conflito no Oriente Médio.
Analistas de casas como Morgan Stanley haviam colocado preços-alvo para o fim de 2026 acima de US$ 6 mil a onça-troy, e o ritmo de valorização em janeiro e fevereiro alimentaram essa expectativa.
O início da guerra, porém, acionou imediatamente uma forte alta dos juros dos títulos do Tesouro americano, e o rali dourado acabou.
O metal foi ao pico de US$ 5,3 mil e, então, começou a cair - sem nunca retroceder a barreira dos US$ 4 mil.
A melhora da expectativa de inflação dá impulso para o metal.
Dados de emprego e de inflação divulgados nas duas últimas semanas mostram a fotografia de uma economia que desacelera, o que diminui a probabilidade de um ciclo de alta de juros mais intenso nos Estados Unidos.
Normalmente, altas de juros nos EUA diminuem a atratividade do metal, à medida em que ambos são considerados reservas de valor e têm papel semelhante nas carteiras de investimento.
Além disso, o dólar mais caro torna o ouro mais caro para investidores fora dos EUA.
Agora que retoma uma trajetória de alta, o medo de operadores é uma nova debandada.
“O ouro mal consegue manter o avanço semanal, com os mercados realizando lucros após a alta do metal precioso no meio da semana, que o levou à sua maior cotação em dois meses”, disse Han Tan, analista-chefe de mercado da Bybit à CNBC.
“A ata da reunião da próxima semana do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) pode desencadear nova volatilidade no preço do ouro à vista, mesmo com os investidores acompanhando de perto os preços globais do petróleo."
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.