Baixa massa muscular piora prognóstico de pacientes com câncer
A massa muscular tem se consolidado como um fator importante para manter uma boa saúde.
E isso vale inclusive para pessoas em tratamento contra o câncer: pacientes oncológicos com pior qualidade muscular e outros biomarcadores apresentam maior risco de mortalidade e complicações durante a internação.
É o que aponta um estudo do Núcleo de Pesquisas em Terapia Nutricional do Einstein Hospital Israelita, divulgado previamente online pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em maio.
Os pesquisadores avaliaram 104 pacientes internados com tumores sólidos no Einstein.
A equipe utilizou dois parâmetros para investigar a saúde muscular e os desfechos clínicos: o ângulo de fase, obtido por meio do exame de bioimpedância; e a relação entre ureia e creatinina, um marcador laboratorial associado ao catabolismo muscular, processo em que o organismo passa a consumir suas próprias reservas musculares, levando à perda de massa magra.
A bioimpedância é um exame não invasivo e de baixo custo, que mede a composição corporal por meio de uma corrente elétrica de baixa intensidade.
Além de estimar a quantidade de músculo e gordura, os equipamentos mais avançados fornecem o chamado ângulo de fase, parâmetro associado à integridade das células e à qualidade muscular.
Quanto maior, melhor a qualidade muscular e o estado nutricional celular.
A relação entre ureia e creatinina, por sua vez, envolve dois exames laboratoriais amplamente disponíveis na prática clínica e realizados rotineiramente em pacientes hospitalizados, inclusive na rede pública de saúde.
Alterações nessa relação podem indicar um estado de maior catabolismo.
“Hoje já temos um acúmulo importante de evidências mostrando que pacientes com massa muscular mais preservada apresentam melhor resposta ao tratamento oncológico.
Eles têm menor risco de toxicidade à quimioterapia, menos fadiga, menos risco de náuseas, vômitos e outros efeitos colaterais.
Consequentemente, maior capacidade de aderir ao tratamento”, afirma o nutrólogo Diogo Toledo, coordenador do núcleo de pesquisas e um dos autores do estudo.
Os resultados revelam que pacientes com ângulo de fase abaixo de 4,5 apresentam maior risco de mortalidade e pior qualidade muscular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.