Alvo de bombardeio em 1932, usina que aproveita Serra do Mar para gerar energia faz cem anos
Enormes tubos cortam a Serra do Mar em meio à Mata Atlântica.
Ao contrário do que muitos imaginam, eles não transportam petróleo, mas água usada para gerar energia em uma das mais antigas hidrelétricas do Brasil.
Neste sábado (10), a Usina Henry Borden, em Cubatão (SP), completa 100 anos de operação.
Inaugurado em 10 de outubro de 1926, o complexo aproveita um desnível de 720 metros na Serra do Mar para gerar eletricidade.
O complexo reúne duas casas de força — uma externa e outra subterrânea — e conta com 14 unidades geradoras, que somam 889 megawatts (MW) de potência instalada.
Segundo a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), concessionária responsável pela usina desde 1998, a capacidade é suficiente para abastecer aproximadamente 4,2 milhões de residências.
A história da usina também atravessa momentos importantes do século 20.
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, o complexo foi alvo de bombardeios.
Nas décadas seguintes, a energia gerada em Cubatão contribuiu para a expansão do parque industrial da Baixada Santista e para o crescimento econômico e urbano de São Paulo.
Confira a seguir 8 fatos curiosos sobre a Usina Henry Borden: 1.
Funciona como backup No início de sua operação, o complexo fornecia energia para toda a Baixada Santista e a região sudeste da capital paulista.
Desde 1992, porém, a legislação ambiental paulista restringe o bombeamento das águas do Rio Pinheiros para o Reservatório Billings a situações emergenciais.
Com essa limitação, a usina deixou de operar continuamente em sua capacidade máxima e passou a funcionar como um recurso de apoio ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Na prática, ela atua como uma espécie de backup energético: quando necessário, pode disponibilizar energia à rede em cerca de 15 minutos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.