Irmãos Batista, da J&F, compram 100% da Avibras, a maior indústria bélica do País
(Foto: Werther Santana/Estadão e Paulo Giandalia/Estadão) Os irmãos Joesley e Wesley Batista , donos da J&F, grupo da JBS, compraram 100% da participação da Avibras.
Maior indústria bélica do País, a companhia está em recuperação judicial e mantém contratos com o Exército .
A compra foi feita pela Globe, uma das empresas de investimentos dos irmãos Batista.
Os valores não foram divulgados, e a transação depende de autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser concluída.
“A transação tem como objetivo dar sustentação à recente retomada das operações da Avibras, preservar sua capacidade tecnológica e industrial e criar as condições necessárias para que a companhia volte a crescer de forma sustentável nos mercados brasileiro e internacional”, afirma a Globe.
Como mostrou o Estadão , Joesley havia assinado em abril um contrato para participar do funding da Avibras, coordenado pelo Fundo Brasil Crédito, que arrecadou R$ 300 milhões com investidores privados.
Além de ser o principal credor da empresa, em recuperação judicial desde 2022, o fundo foi o autor do plano alternativo de reestruturação da Avibras, já aprovado pela Justiça e por credores.
O Estadão apurou que, na época, a negociação já envolvia um termo de opção de compra da Avibras pelos Batista.
Os principais contratos mantidos atualmente pela Avibras são com o Exército e com a Força Aérea.
A empresa é responsável pelo sistema de foguetes balísticos Astros , a joia da coroa da artilharia do Exército, um produto vendido para quase uma dezena de países, entre eles a Indonésia e a Malásia.
E que segue despertando a atenção no exterior.
Por que a Avibras recorreu à recuperação judicial A Avibras pediu recuperação judicial em março de 2022, com dívidas de R$ 394 milhões.
A empresa alegou à Justiça que havia perdido competitividade no mercado em países do Oriente Médio e no Sudeste Asiático com a ascensão de empresas fortemente financiadas por governos estrangeiros.
Em uma recuperação judicial, a empresa pede auxílio do Poder Judiciário para suspender e renegociar o pagamento de dívidas.
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