Mãe denuncia cancelamento de cirurgia da filha de 5 anos, no Hospital da Criança
A mãe Jayana Calavina procurou a reportagem do ac24horas nesta terça-feira (25) para denunciar o cancelamento da cirurgia da filha, Rebeca, de 5 anos, no Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco. Segundo ela, o procedimento foi suspenso sem aviso prévio e sem explicações claras por parte da equipe do hospital.
Rebeca foi diagnosticada em 2025 com pedra na vesícula, também chamada de colelitíase, e é paciente com anemia falciforme. De acordo com a mãe, a solicitação cirúrgica foi feita com classificação de urgência após encaminhamento da médica, mas a criança nunca foi chamada para o procedimento.
“Eu estou atrás do direito dela, porque agora, dia 12 do 8, fez um ano que a minha filha espera por essa cirurgia”, afirmou Jayana Calavina. Ela relatou que, no início do ano, a filha teve outra crise e foi internada no mesmo hospital, quando a equipe informou que seria chamada para a cirurgia, o que não aconteceu.
Segundo a mãe, no último dia 5, Rebeca voltou a apresentar crise de anemia falciforme associada a problemas na vesícula. A família foi orientada a retornar para casa com medicação e comparecer novamente ao hospital. “Eles, em vez de internar a minha filha e fazer os exames para ver se tinha condições dela ser operada, simplesmente disseram que ela não ia ser operada e que não tinha como colocar ela no mapa”, disse.
A reportagem também ouviu a médica Ana Paula, diretora técnica do Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, que apresentou a versão da unidade. Segundo ela, o procedimento de Rebeca é classificado como cirurgia eletiva, e não de urgência. A menina foi internada na semana anterior para realizar exames pré-operatórios, mas durante a internação apresentou quadro clínico instável relacionado à anemia falciforme.
“Durante a transfusão, não conseguimos melhorar a anemia por conta da doença, então ela hemolisava. Por isso, foi contraindicada a cirurgia por segurança do paciente”, explicou a médica. Segundo Ana Paula, a criança recebeu alta após estabilização clínica, para aguardar nova data na fila estadual de cirurgias eletivas, sobre a qual o hospital não tem controle direto.
A diretora afirmou não ter informações precisas sobre o tempo médio de espera para esse tipo de procedimento, já que a fila é administrada pela equipe de cirurgia pediátrica. Ela reconheceu que a fila é extensa e que casos de urgência podem adiar cirurgias eletivas já agendadas.
Após a repercussão do caso, a família chegou a um acordo com a unidade hospitalar. Rebeca permanecerá internada, em acompanhamento clínico e dieta específica, até que o protocolo pré-operatório seja concluído. A previsão é de que a cirurgia seja realizada na próxima semana.
Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.
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