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Economia

Diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto

Valor Investe ·
Diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de 3ª fase da Operação Carbono Oculto

A Receita Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, a Polícia Militar e a Polícia Civil deflagraram nesta quinta-feira (24) a Operação Crédito Oculto, um desdobramento da Operação Carbono Oculto.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, vai comentar, às 9 horas, sobre essa nova fase da operação.

Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados, sendo 13 pessoas físicas e 19 pessoas jurídicas, em sete estados: 26 delas em São Paulo e uma em cada um dos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo a Receita Federal, o objetivo da operação é desvendar a utilização de estruturas complexas de lavagem de capitais para a aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.

Houve sobreposição de estruturas pela organização criminosa, para, inicialmente, ocultar o controle de uma empresa sucroalcooleira e, depois, a aquisição de uma distribuidora de combustíveis.

A Receita informou que a primeira estrutura foi criada para ocultar e dissimular os reais proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior do estado de São Paulo, identificada pela operação Carbono Oculto.

Posteriormente, outro operador financeiro, titular de fintechs e outras empresas, teria utilizado a infraestrutura societária e financeira do seu grupo empresarial, não apenas para a movimentação financeira das empresas da organização criminosa, como para criar novas camadas de ocultação sobre a titularidade da usina sucroalcooleira, entre outras fraudes.

Embora a titularidade formal da empresa sucroalcooleira estivesse distribuída entre fundos de investimento e outras empresas aparentemente independentes, os elementos reunidos indicam que a estrutura foi organizada para preservar o controle econômico dela sem que os reais beneficiários fossem revelados.

"Um dos principais achados envolve uma operação de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios da usina.

Segundo os levantamentos, uma empresa ligada à sociedade de investimentos adquiriu os créditos mediante a transferência de cotas de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC).

A análise financeira indicou que parcela relevante dos recursos empregados na aquisição das cotas se originou de fundos de investimento controlados pelo mesmo grupo investigado.

A estrutura teria criado um fluxo financeiro circular, conferindo aparência de legitimidade à operação e dificultando a identificação dos reais beneficiários", explica a Receita.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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