Trabalhadores dos Correios ameaçam greve em setembro e cobram Lula
Ainda por desacordo com o Plano de Reestruturação dos Correios, em execução desde janeiro deste ano, funcionários da estatal realizarão amanhã uma assembleia onde devem deliberar pela realização ou não de uma greve no mês de setembro.
À coluna, Emerson Marinho, secretário-geral da Fentect, sindicato que reúne os trabalhadores dos Correios, fez críticas ao atual presidente, Emmanoel Rondon, e disse que, caso a empresa não recue, a categoria planeja uma paralisação nacional.
"O que está em curso é um plano de destruição dos Correios, que há mais de 360 anos serve a população brasileira. Caso a empresa não recue no plano de reestruturação e retirada de direitos, os trabalhadores e a federação organizarão uma grande paralisação nacional a partir de setembro", disse.
A federação faz ainda cobranças ao governo e ao presidente Lula, já que há aval do Palácio do Planalto às medidas adotadas pela empresa.
"A Fentect e os sindicatos também têm cobrado do governo gederal, que foi quem indicou esse presidente, vindo do Banco do Brasil, que se posicione e esclareça qual é o verdadeiro plano do governo Lula para os Correios do Brasil. Isso porque todas as ações adotadas para destruir os Correios vêm tendo o aval do Palácio do Planalto", diz a entidade.
Para a Fentect, o objetivo do plano de reestruturação tem como objetivo "destruir a empresa e trilhar o caminho para a privatização".
Em nota, os Correios afirmaram que as medidas que constam no Plano de Reestruturação têm como objetivo restabelecer a saúde financeira da empresa, garantir a sustentabilidade da operação e assegurar a continuidade dos serviços prestados à população brasileira.
Além do fechamento de agências, o plano inclui outras medidas como venda de imóveis, PDV (programa de demissão voluntária) e reformulação do plano de saúde.
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