Sem oxigênio pelo SUS, família aluga aparelho para levar idosa para casa
Pacientes que necessitam de oxigenoterapia domiciliar enfrentam dificuldades para solicitar o serviço na Capital por meio do sistema público de saúde.
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que a abertura de novos processos está sendo regularizada para a retomada dos atendimentos de novos pacientes.
A mãe da empresária Rita de Cássia Machado, Vanda Modro dos Santos, de 64 anos, que trata um câncer de mama metastático, enfrentou problemas para obter o oxigênio domiciliar após a alta médica do Hospital de Câncer de Campo Grande.
Na ocasião, a família foi informada de que a solicitação de novos atendimentos estava suspensa e sem prazo para liberação.
Apesar da alta, a falta do equipamento pelo SUS criou um impasse.
Para evitar o risco de infecção hospitalar, a família decidiu arcar do próprio bolso com o aluguel de um concentrador elétrico de oxigênio.
“Se ela permanecesse no hospital, estaria ali só por causa do oxigênio.
Isso oferecia o risco de ela pegar outras infecções, sendo que está saudável em outros aspectos.
Entre deixá-la no hospital e correr esse risco, optei por alugar o aparelho, mesmo sem ter condições, para que ela ficasse segura em casa”, relata Rita.
O aluguel do concentrador fixo custa R$ 480 mensais.
Contudo, Rita ressalta que não tem como arcar com mais R$ 480 para alugar também a bala de transporte (cilindro portátil), necessária para levar a mãe às sessões de quimioterapia.
Em nota ao Campo Grande News , a Sesau informou que o contrato com a empresa responsável permanece vigente e atende 192 pacientes, com a abertura de novos cadastros em processo de regularização.
Para os pacientes já atendidos, não houve interrupção do serviço.
Já o Hospital de Câncer de Campo Grande informou que prestou todo o atendimento necessário, ofereceu a opção de manutenção da internação até a regularização do oxigênio e alegou ter conseguido o empréstimo de um equipamento para a paciente.
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