Disputa digital: Lula reúne jovens influenciadores eleitos, e aliados de Flávio organizam reação nas redes
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que disputam o segundo turno presidencial no dia 25 de outubro.
Wilton Junior/Estadão Conteúdo e Diego Herculano/Reuters Na primeira semana do segundo turno, a disputa digital entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou novas frentes, dos QGs de campanha aos canais de WhatsApp.
O presidente passou a gravar vídeos em formato de selfie e reuniu jovens influenciadores eleitos para reforçar sua presença nas redes sociais.
Do lado de Flávio, aliados organizam respostas às publicações de Lula e convocam apoiadores para ampliar o alcance dos conteúdos favoráveis ao candidato.
As duas candidaturas também contam com canais de WhatsApp, com o “Exército do Lula” e a “Tropa do Flávio”, usados por apoiadores para distribuir conteúdos, organizar ações de compartilhamento e ampliar o alcance das publicações nas redes sociais.
Integrantes das equipes dos dois presidenciáveis afirmam que essas iniciativas não fazem parte das campanhas oficiais.
Nikolas Ferreira (PL) e Érika Hilton (PSOL).
Reprodução/Instagram Força-tarefa digital de Lula A campanha petista montou uma sala em sua sede, em Brasília, para receber integrantes de uma força-tarefa digital formada por influenciadores e jovens políticos eleitos.
O grupo se reuniu com Lula na quarta-feira (7) e deve permanecer na capital federal pelo menos até esta sexta-feira (9).
“Virou a chave da campanha, passamos do analógico para o digital”, afirmou Jilmar Tatto, secretário nacional de Comunicação do PT.
Segundo ele, o resultado do primeiro turno impulsionou uma mudança na estratégia que poderia não ocorrer caso Lula tivesse terminado à frente do adversário.
“Se tivéssemos ficado em primeiro lugar, a campanha teria continuado sendo feita do jeito que estava e não teríamos para onde crescer”, disse.
A avaliação é compartilhada pela deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), que defende uma atuação mais intensa da esquerda nas plataformas digitais, espaço em que, segundo ela, a direita ganhou força a partir das eleições de 2018.
“Obviamente que rede social não é tudo, mas rede social é muita coisa e eu costumo dizer que o único lugar que nós perdemos foi nas redes”, afirmou.
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