Marcas próprias crescem 10,9% em volume e deixam marcas tradicionais para trás
As marcas próprias dos varejistas estão ganhando espaço no carrinho dos brasileiros em ritmo muito superior ao das marcas tradicionais.
Nas 52 semanas encerradas em 28 de junho, as vendas desses produtos cresceram 10,9% em unidades, enquanto as marcas de fabricantes avançaram apenas 0,7%, segundo dados da NielsenIQ.
A diferença também aparece no faturamento, mas com uma dinâmica distinta.
As marcas próprias cresceram 11,9% em valor, praticamente acompanhando o avanço do volume.
Já as marcas tradicionais tiveram alta de 5,7% em receita, apesar do crescimento quase estagnado das unidades vendidas.
A leitura da NielsenIQ é que, nesse caso, o desempenho foi sustentado principalmente pelo aumento dos preços.
O movimento faz com que as marcas próprias cresçam 3,8 vezes mais que o conjunto das demais cestas analisadas pela consultoria no acumulado de 2026 até junho.
O segmento movimentou R$ 10,8 bilhões nas últimas 52 semanas.
Continua após a publicidade A tendência ainda tem espaço para avançar.
Atualmente, cerca de três em cada dez lares brasileiros compram produtos de marca própria, enquanto 58% dos consumidores afirmam que pretendem aumentar essas compras.
Continua após a publicidade A expansão não está restrita aos alimentos.
Entre as cestas analisadas pela NielsenIQ, bebidas tiveram alta de 41,2% em volume, enquanto produtos de bazar avançaram 17,7%.
A única exceção ao crescimento das marcas próprias foi a cesta de commodities.
Continua após a publicidade O desempenho reforça uma disputa cada vez mais importante para a indústria de bens de consumo: além de controlar a prateleira e a relação com o cliente, os grandes varejistas estão conseguindo ampliar as vendas de produtos de suas próprias marcas em velocidade muito superior à dos fabricantes tradicionais.
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