China mantém taxas de juros inalteradas pelo 15º mês consecutivo
A China manteve as taxas referenciais de empréstimos pelo 15º mês consecutivo em agosto, em linha com as expectativas do mercado financeiro.
A manutenção das taxas primárias de empréstimo sugere que as autoridades podem contar mais com a implementação acelerada de medidas fiscais do que com um novo afrouxamento monetário para sustentar o crescimento, afirmaram analistas, enquanto os bancos continuam a lidar com margens de lucro próximas a mínimas recordes.
A taxa primária de empréstimo de um ano foi mantida em 3%, enquanto as de cinco anos permaneceu em 3,5%. Em uma pesquisa da Reuters com 25 participantes do mercado realizada nesta semana, todos previam manutenção de ambas.
Uma série de dados de julho, que vão desde a produção industrial e as vendas no varejo até empréstimos, mostrou que a segunda maior economia do mundo enfrenta uma demanda interna persistentemente fraca.
Os novos empréstimos em yuan da China registraram contração recorde em julho, ficando abaixo das previsões, já que fatores sazonais e a fraqueza da demanda por crédito das famílias pesaram sobre os empréstimos.
Os líderes da China se comprometeram, na reunião do Politburo de julho, a apoiar a economia acelerando os gastos fiscais em projetos de infraestrutura já orçados para o restante do ano, em vez de planejar novas medidas de estímulo de grande porte.
O banco central afirmou na semana passada que manterá uma postura monetária adequadamente flexível e implementará medidas práticas e eficazes conforme necessário, mas não chegou a sinalizar cortes explícitos nas taxas de juros de referência ou na taxa de compulsório dos bancos.
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