Lucro do Alibaba cai 38% no 2º trimestre e vai a US$ 3 bilhões
O Grupo Alibaba, gigante chinês focado em comércio eletrônico, teve lucro líquido ajustado de US$ 3,05 bilhões (20,72 bilhões de yuans) no segundo trimestre de 2026, queda de 38% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia. Com os efeitos não recorrentes considerados, como uma multa da União Europeia, o lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários foi de US$ 1,55 bilhão (10,54 bilhões de yuans), queda de 76% em um ano.
A receita líquida somou US$ 39,64 bilhões (268,95 bilhões de yuans) no trimestre, alta de 9% em um ano. A companhia atribui o avanço à aceleração do braço de nuvem e inteligência artificial, cuja receita cresceu 45% no período.
A unidade de nuvem e computação para IA (AI Cloud and Compute Services) faturou US$ 7,14 bilhões (48,44 bilhões de yuans), alta de 45% em um ano. Segundo a companhia, a receita de produtos ligados à inteligência artificial cresceu a taxas de três dígitos pelo 12º trimestre consecutivo. O lucro operacional ajustado (Ebita) da unidade mais do que dobrou em um ano, para US$ 830 milhões (5,63 bilhões de yuans) — uma margem de cerca de 12% sobre a receita do próprio segmento.
O Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado somou US$ 5,77 bilhões (39,14 bilhões de yuans) no trimestre, queda de 14% em um ano, com a margem recuando de 18% para 15%. Já o lucro operacional caiu 57%, para US$ 2,23 bilhões (15,16 bilhões de yuans), afetado pelo impairment de ágio de US$ 657 milhões (4,46 bilhões de yuans ) e por uma provisão relativa a multa imposta pela Comissão Europeia sob a Lei de Serviços Digitais, no valor de 550 milhões de euros, segundo a companhia.
Os investimentos em bens de capital (capex, na sigla em inglês), que englobam gastos com máquinas, infraestrutura e tecnologia, somaram US$ 9,98 bilhões (67,68 bilhões de yuans) no trimestre, alta de 75% em um ano. A companhia atribui o salto à expansão da infraestrutura de inteligência artificial e ao aumento da capacidade de computação para atender à demanda por agentes de IA, além de preços mais altos de componentes de chips.
A Alibaba encerrou o trimestre com US$ 69,93 bilhões (474,51 bilhões de yuans) em caixa e outros investimentos líquidos. O fluxo de caixa livre foi negativo em US$ 6,58 bilhões (44,67 bilhões de yuans) no trimestre, ante saída de 18,82 bilhões de yuans um ano antes — reflexo, segundo a empresa, do aumento dos gastos com infraestrutura de nuvem.
O crescimento da nuvem no trimestre reflete a comercialização das capacidades de inteligência artificial da companhia, segundo Eddie Wu, CEO da Alibaba Group. "Com nossa estratégia de IA em pilha completa, colocamos a Alibaba em posição superior para capturar o crescimento substancial da demanda por inteligência artificial e computação de IA", diz Wu.
Para o diretor financeiro Toby Xu, o aprofundamento das sinergias entre os negócios centrais da companhia e o avanço da monetização de IA ampliam a flexibilidade da Alibaba para investir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.