Presidente do Conselho do São Paulo adia reunião que votaria reforma estatutária
Voz do Setorista: São Paulo negocia com montadora para novo naming rights do Morumbi O Conselho Deliberativo do São Paulo adiou em uma semana a reunião que votaria a proposta de reforma estatutária.
O encontro estava marcada para esta segunda-feira, mas a votação foi transferida para o dia 24 de agosto.
Em nota, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, afirmou que a mudança se dá após pedidos de conselheiros por mais tempo para análise e aprofundamento de conteúdo.
A reunião do da 17 está mantida, mas com foco de debates, esclarecimentos e discussão dos principais pontos da proposta, sem votação.
A proposta de reforma estatutária foi preparada nos últimos meses por uma comissão formada para discutir o assunto.
As principais mudanças sugeridas são de governança, sem relação com o processo eleitoral ou uma possível criação de SAF. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp Salão nobre do São Paulo no Morumbis Bruno Giufrida Havia a possibilidade de a comissão sugerir uma alteração no Artigo 58 do Estatuto Social do São Paulo, que aponta para a necessidade de 75% da aprovação do Conselho Deliberativo para que o clube vire uma "sociedade empresária".
A ideia que chegou a ser debatida entre os membros da comissão era de diminuir este quórum para 50% dos conselheiros, mas o assunto não foi para o texto final desta proposta.
Mais do São Paulo: + Shows rendem quase R$ 90 milhões a mais do que bilheteria dos jogos A reforma estatutária sugerida pela comissão implica diretamente numa separação de poderes, numa tentativa de profissionalizar a gestão e levar mais transparência ao clube.
As principais sugestões de mudança estão ligadas ao Conselho de Administração, que passaria a ser composto por nove membros, sendo três conselheiros, um membro do Conselho Consultivo e cinco membros independentes.
Atualmente, o Conselho de Administração é formado por: presidente, vice-presidente, três conselheiros, um membro do Conselho Consultivo, e três membros independentes indicados pelo presidente.
Harry Massis, presidente do São Paulo, em São Paulo x Palmeiras Marcello Zambrana/AGIF Os conselheiros independentes do Conselho de Administração seriam selecionados e indicados por uma empresa especializada em contratar executivos, mas ainda precisariam ser aprovados pelo Conselho Deliberativo, em votação aberta.
Cada conselheiro teria direito a três votos.
Também seria responsabilidade do Conselho Deliberativo definir a remuneração dos conselheiros independentes que farão parte do Conselho de Administração, sem o limite previsto atualmente de chegar no máximo a 70% do teto do funcionalismo público do país, que é de R$ 46.366,19.
Desta maneira, o presidente do clube deixaria de ser automaticamente o presidente do Conselho de Administração.
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