Filme de 2001 que imaginou o futuro da inteligência artificial chega à Netflix; veja o que acertou e errou
A.I. – Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg, antecipou debates sobre robôs, emoções e tecnologia, mas também imaginou um futuro muito diferente da IA que existe hoje (Foto Divulgação) Lançado em 2001, “A.I. – Inteligência Artificial” volta a ganhar destaque com sua chegada ao catálogo da Netflix em agosto de 2026.
Dirigido por Steven Spielberg e baseado em uma história de Brian Aldiss, o filme apresenta um futuro em que robôs humanoides convivem com seres humanos e são capazes de aprender, interagir e demonstrar comportamentos semelhantes às emoções.
O longa estreou na plataforma em 14 de agosto em alguns mercados.
Um dos principais acertos do filme foi imaginar máquinas capazes de conversar e interagir de maneira extremamente natural com as pessoas .
David, o menino-robô interpretado por Haley Joel Osment, aprende com as experiências, reconhece pessoas e reage ao ambiente.
Mais de duas décadas depois, sistemas de inteligência artificial já conseguem conversar, produzir textos, imagens e áudios e adaptar respostas ao contexto.
A diferença é que as tecnologias atuais não possuem evidência científica de consciência ou sentimentos como os apresentados pelo personagem.
O filme também antecipou uma discussão que se tornou ainda mais relevante: a tendência humana de atribuir emoções e personalidade às máquinas .
David é programado para amar e estabelece um vínculo afetivo com sua família, enquanto os humanos passam a tratá-lo como uma criança.
Atualmente, pessoas também podem desenvolver relações emocionais com assistentes virtuais e sistemas conversacionais, embora isso não signifique que a IA tenha sentimentos reais.
Essa questão continua sendo um dos temas filosóficos centrais do longa.
Outro ponto surpreendentemente atual é a presença de robôs especializados para diferentes funções , apresentados como produtos comerciais.
No universo do filme, os chamados “mechas” trabalham, prestam serviços e assumem funções antes realizadas por humanos.
A previsão, porém, errou ao imaginar que a inteligência artificial chegaria ao presente principalmente na forma de robôs humanoides.
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